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12.16.2025

O Brasil que Nao esta dando certo

 No Brasil, para que haja direitos civis e de cidadania, muita coisa tem que ser resolvida, tanto nas áreas publicas como privadas.

A começar, pela rapinagem (desvio de dinheiro e patrimonio) nas varias áreas da administração publica federal, passando pelas administrações estaduais e municipais.Nos setores públicos, so por que as admissões sao feitas por concurso publico, achamos que tudo esta no seu lugar, com justiça e direitos preservados.

Errado.

Vai ter muita luta para cortar os oportunismos de ganhos salariais injustos e vergonhosos, perante a maioria da população que passa muitíssima necessidade na conquista de uma vida digna.

Como ocorrem distorções e oportunismo no setor publico, o setor privado busca frestas e descaminhos para se beneficiar dessa situação de esbornia (ou bagunça), pagando impostos que sao verdadeiros roubos durante o dia, madrugada e a noite dão calote em suas dividas publicas e conseguem descontos ou reduções tributarias vergonhosas.

Um exemplo de vergonha nacional, que na area da justiça em todas as estancias sao de deixar qualquer pessoa vermelha de raiva, sem fazer mais delongas no executivo e legislativo, o site digital (jornal digital) UOL publicou, denunciando a advogacia geral da união, algo inimaginável por qualquer pessoa de bom senso. 

Segue abaixo o texto do UOL

Penduricalho dispara, e supersalários da AGU somam R$ 3,8 bi acima do teto

Tiago Mali - UOL 

O aumento está relacionado a uma decisão de usar saldos acumulados em anos anteriores para pagamentos de novos penduricalhos acima do teto (leia mais abaixo).

Os pagamentos foram feitos a 11,7 mil funcionários da ativa e aposentados nas carreiras de advogado da União, procurador da fazenda nacional, procurador federal e procurador do Banco Central.

Neste ano, 93% dos servidores ativos e 99,7% dos inativos ultrapassaram o teto constitucional em pelo menos um mês.

O UOL mostrou em março que R$ 14,4 bilhões haviam sido arrecadados desde 2017 por um fundo gerido pelo CCHA (Conselho Curador dos Honorários Advocatícios), uma entidade privada.

O estudo indica que esse valor, de janeiro de 2020 a agosto de 2025, foi de R$ 16,8 bilhões.

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O recurso vem de taxas pagas por quem quita débito inscrito na dívida ativa da União e de honorários advocatícios das causas envolvendo a União, autarquias e fundações públicas federais. Os honorários são pagos por partes perdedoras em processos judiciais.

O vigoroso aumento de 2025 está relacionado não a uma maior arrecadação de recursos, mas à decisão de pagar, em forma de penduricalhos, recursos represados em anos anteriores.

Nos primeiros meses deste ano, o CCHA distribuiu R$ 2 bilhões a mais do que recebeu. Ou seja, foram criados em 2025 novos pagamentos extrateto para "gastar" o saldo acumulado pelo conselho.

"O CCHA encontrou, por meio de penduricalhos além do rateio ordinário, uma maneira de exponenciar os contracheques dos beneficiários", afirma Cristiano Pavini, pesquisador da Transparência Brasil.

O estudo mostra que, de 2020 a 2025, o conselho distribuiu bônus superiores a R$ 1 milhão a 7.649 servidores.

Pagamentos Contestados da AGU

O STF determinou em 2020 que o valor dos bônus deveria ser somado ao resto da remuneração do servidor para o cálculo do teto constitucional.

O CCHA, no entanto, tem contornado a determinação com a criação de diversos penduricalhos, como "auxílio-saúde complementar" e "auxílio-alimentação complementar".

Esses adicionais são classificados como "verbas indenizatórias". Essa natureza jurídica permite que sejam acumulados acima do teto.

Em nota enviada à reportagem, o CCHA diz que o teto vem sendo cumprido, já que verbas indenizatórias não estão sujeitas ao teto e classifica a análise feita pelo estudo de "metodologicamente incorreta".

O estudo do Movimento Pessoas à Frente e da Transparência Brasil também contesta o pagamento de penduricalhos a novos advogados.

"A legislação estabelece que os advogados ativos das carreiras da AGU só terão direito aos repasses após o primeiro ano de exercício da função. (...) Desde janeiro de 2024, 435 novos advogados foram diplomados no serviço público. Juntos, eles receberam R$ 15 milhões no período compreendido, antes de completarem um ano de exercício", diz o documento.

O CCHA contesta, dizendo que "advogados públicos em início de carreira recebem exclusivamente verbas indenizatórias legais, como auxílio-saúde e auxílio-alimentação".

O levantamento também localizou indícios de pagamentos de honorários a pensionistas, o que é vedado pela lei. Em resposta à reportagem, o conselho diz não ter tido acesso ao nome das pessoas que estariam recebendo esses recursos.

"Os achados endossam a urgente necessidade de um controle eficaz sobre os honorários advocatícios de sucumbência geridos pelo CCHA, retomando a autoridade do teto constitucional e imprimindo transparência e racionalidade em seus pagamentos", diz o estudo.

O levantamento mostra que as carreiras ligadas à AGU começam a alcançar o nível de pagamentos acima do teto registrado entre juízes e membros do Ministério Público.

Essas carreiras fazem parte de uma exceção do funcionalismo público que recebe muito acima da média.

"Os supersalários são pagos para uma pequena parte, cerca de 1% do funcionalismo, enquanto metade dos servidores públicos tem salários de até R$ 3.300,00", afirma Jessika Moreira, diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente.

Sobre a reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Publicado no UOL 16 dezembro 2025

Fonte uol.com.br/colunas/tiago-mali/2025/12/15/penduricalho-dispara-e-super-salarios-da-agu-somam-r-38-bi-acima-do-teto-htm