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5.22.2017

O juiz e a subserviência aos Estados Unidos da América

Assim, com colaboração da infame mídia o juiz de formação norte-americana iniciou sua campanha política para balançar a vida econômica do país com essa máscara de moralidade

 por Maria Fernanda Arruda* do jornal Correio do Brasil - Sociedade e Justiça Brasileira Dominada pelos EUA
Nos moldes norte-americanos, a auto proclamada força tarefa ao nomear suas incursões, o faz para dar impressão à sociedade que está dando correção de rumos à vida política ou empresarial. Tendo o país infinitas camadas miseráveis, acalentou seu sonho de ter desculpas de que sua miserabilidade iria acabar, ou aos mais lúcidos seria uma vingança contra os ricos a que sempre invejaram.
O juiz Sergio Moro consolida os processos decorrentes da Operação Lava JatoO juiz Sergio Moro consolida os processos decorrentes da Operação Lava Jato
Assim, com colaboração da infame mídia o juiz de formação norte-americana iniciou sua campanha política para balançar a vida econômica do país com essa máscara de moralidade. Mesmo ficando caricata sua expressão “isso não vem ao caso” que passou a usar sempre que lhe cobravam equidade. Mostrou também que era do PSDB e ninguém iria mudar seu rumo. Com ajuda de um procurador investidor imobiliário que explora o programa Nossa vida-Nossa Casa para ter futuro risonho, passou a moldar nova concepção para a figura juiz.

Ordens da CIA

Com colaboração de desembargadores que deveriam ser seus freios, passou a ter direito ,a ser excepcional e fazer o que quisesse acima da lei. Bem …se antes existia juiz verdadeiro, agora se moldava ‘juiz brasileiro”!  Isto é: um juiz que não é só passageiro, mas se faz as vezes de cobrador e motorista. Em vez de julgar a causa, escolhe um autor, ainda que sem causa, para se mostrar seletivo e cumpridor de ordens da CIA. Iniciou sua saga apelidando sua vítima principal de ‘Nine’ em galhofa digna de magistrado que se diverte como se fosse juiz de briga de galos e “quisesse” ver sangue e sofrimento.
Assim foi moldado o juiz brasileiro – o que recebe acima do salário legal mediante penduricalho e jeitinhos que decorrem de viagens ou diárias. Mas o principal foi oficializar o conluio pelo qual não mais haveria independência de polícia investigativa : ele queria que ‘plantassem’ contrato em invasão de domicilio de seu perseguido e o fez com tanta sofreguidão que nem lembrou que contratos tem de ter assinatura…
Se para esse ‘plantio’ tivesse que arrombar porta sob holofotes de tv,melhor ainda. E ainda deu liberdade para que policiais se apossassem de celulares ou tabletes das crianças da casa. Como quem diz no amor e no ódio vale tudo. Se, para dar conta de sua missão fizesse os estragos inconcebíveis de quebrar empresas e empregos e dar bloqueio econômico e de progresso ao país …isso faz parte! O que vale é que tem respaldo confirmado com as medalhas dos fardadinhos todos do país que seguem o figurino de 64 sem alterações.

Golpe

Juiz brasileiro agora é assim, para que provas se eu que escolho o autor? Se necessárias delações para inglês ver, posso prender quantas dezenas de delatores já que minuta para que façam essas delações já tem prontas nas gavetas do Forum. Qualquer dúvida pega o avião para os EUA e voltará com ordem para ser obedecido em toda linha do poder judiciário e do executivo e demais, se houver.
O ministério público passa a ser auxiliar e nem precisa falar já que ele mesmo acusa. Juiz eclético que conclui sem verificação de nada e nem de seguimento à lei. Quem tem os EUA ao seu lado, por que ficar ligado a essas bobagens… se até o golpe do pré-sal se deu inicio?
O resto é apenas continuação.
Maria Fernanda Arruda
* Maria Fernanda Arruda é midiativista, escritora e colunista do Correio do Brasil
http://www.correiodobrasil.com.br/juiz-subserviencia-estados-unidos-da-america/

5.19.2017

O Objetivo e Derrubar Temer e Condenar na Justiça Lula


O alvo final é Lula

do blog de Mauro Santayana para Diario do Centro do Mundo - Sociedade e Caos Politico

Aqueles que estão soltando foguetes que nos desculpem, mas não nos colocamos entre os que comemoram, efusivamente, as últimas notícias. 
Moralmente e por uma questão de princípios em defesa da democracia, quem está contra os casuísmos e arbitrariedades jurídico-investigativas da Operação Lava Jato no caso de Lula, tem que se manter contra esse tipo de coisa também quando o atingido é o campo adversário.
Até mesmo porque parte, e faz parte da estratégia, de quem tem apenas um interesse: o seu próprio lado.
Não vemos como solução para o país um impeachment de Temer a ser conduzido pela figura nefasta da Janaína Paschoal, que já defende essa hipótese para aparecer nos jornais, nem a convocação de eleições indiretas para a Presidência da República para as quais a mídia já especula, significativamente, citando o nome de Sérgio Moro, se “magistrado poderá ser candidato”.
Isso, em um processo a ser conduzido por um congresso majoritariamente golpista, em grande parte também investigado por uma operação cuja autoridade máxima é o próprio “chefe” da República de Curitiba.
A ideia de uma nova campanha pelas Diretas Já é correta, do ponto de vista da lógica democrática.
Mas se formos objetivos e pragmáticos, considerando a atual situação política, retira tempo precioso da oposição, que poderia ser utilizado, caso as eleições se fizessem normalmente em 2018, para que Lula se recuperasse e refizesse – aproveitando a crescente impopularidade do governo Temer e denunciando e esclarecendo as mentiras de que tem sido alvo – sua relação com a opinião pública e seu caminho para a Presidência da República.
Uma eleição agora, mesmo que direta, pode jogar o poder no colo de Jair Bolsonaro, apoiado pela sensação de caos institucional, pela condição de não estar sendo processado pela Lava Jato, e, caso chegue ao segundo turno, como as pesquisas indicam, por uma aliança que abrangeria da extrema-direita a setores mais oportunistas do próprio PMDB e do PSDB, passando pelo “centro” fisiológico dos partidos nanicos conservadores, unida pelo objetivo comum de evitar, a qualquer custo, que o PT e sua “jararaca” voltem à Presidência da República.
Finalmente, a leitura mais correta é de que os principais alvos das mais recentes manobras da “justiça” não sejam nem Temer nem Aécio, por mais implacáveis que sejam, contra ele, os juízes e procuradores.
As acusações contra os dois foram forjadas – já que se tratam claramente de arapucas propositadamente montadas – como forma de abrir caminho, definitivamente, para a condenação de Lula.
A percepção da população de que a Justiça e o Ministério Público estavam sendo totalmente seletivos e parciais no trato dos gregos com relação aos troianos vinha crescendo a olhos vistos nas últimas semanas, e aumentava, na mesma proporção, a popularidade e as intenções de voto do ex-presidente da República, especialmente depois de seu depoimento em Curitiba e da absurda proibição de funcionamento do seu instituto.
Com as acusações contra Temer e Aécio, o anti-petismo entrega duas torres para capturar e eliminar o Rei que odeia e persegue, sem êxito, há tanto tempo.
A partir de agora, ninguém pode mais dizer que a Operação Lava Jato só atinge o PT, enquanto afaga seus adversários.
E Lula poderá então, ser condenado “exemplarmente” por Moro, aproveitando-se o caos político que tomará conta do país nas próximas semanas, sendo definitivamente impedido de voltar por via eleitoral ao Palácio do Planalto, tanto agora, em eventuais “Diretas Já”, como em 2018.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-alvo-final-e-lula-por-mauro-santayana/

Rede Globo derruba mais um presidente, isso não é uma boa notícia

Com mais uma ação da emissora, é urgente ampliar o debate sobre a democratização da comunicação no Brasil e encaminhar sua regulamentação 
por Renata Mielli do Midia Ninja, para Rede Brasil Atual - Sociedade e Caos Politico Brasileiro
Foto site Midia Ninja

jornal nacional.jpgOrganizações Globo detonaram uma bomba que vai derrubar mais um presidente da República no Brasil
Mídia Ninja – "Brasília assustada com as revelações do jornal O Globo". Essa foi uma das frases de efeito ditas por Willian Bonner durante a edição desta quarta-feira (17.05), dia em que as Organizações Globo detonaram uma bomba que vai derrubar mais um presidente da República no Brasil – golpista, mas presidente.
A denúncia de que Michel Temer foi gravado pelo executivo da JBS, Joesley Batista, dando aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha colocou um ponto final no mandato do golpista Michel Temer. Partidos da base do governo, parlamentares e muitos expoentes da direita, incluindo articulistas da Rede Globo, afirmam com convicção que não há mais condições de Temer permanecer na Presidência.
Tudo começou por volta das 19h, com a reportagem do jornalista Lauro Jardim publicada no site de O Globo. Praticamente na mesma hora, entra um Plantão na programação da Globo para dar o furo e chamar a audiência para o Jornal Nacional.
O misto de perplexidade, indignação e comemoração que tomou conta das redes sociais pode ser ilustrado pela frase "A Casa Caiu".

A gente tira o Temer e depois...

… Depois elege um novo presidente por eleição indireta. Pelo menos este é o desejo da Rede Globo, que já colocou seu exército de lobotomizadores para martelar no rádio, na internet, na TV aberta e fechada que, em caso de vacância da presidência nas condições de hoje, a diretriz constitucional prevista no artigo 81 é a eleição indireta. Falam abertamente que a eleição direta é inconstitucional.

Golpe Jurídico-Midiático

A caracterização de que o Brasil é alvo de um golpe jurídico-midiático se reforça. Temer passou a ser um obstáculo aos objetivos políticos e econômicos dos setores que financiaram o golpe. Passado um ano do impeachment, o país está mergulhado numa grave crise econômica, o desemprego é recorde e o presidente ostenta o índice de 61% de ruim e péssimo, segundo avaliação do Data Folha. Como dar continuidade à agenda das reformas neoliberais, de retirada de direitos neste cenário? Como manter o apoio ao golpe e à Lava Jato com um governo enlameado, citado diretamente nas delações, sem qualquer credibilidade?
A aliança mídia-judiciário se aprofunda e não vacila em fazer o que precisa ser feito, doa a quem doer. Nada disso é em nome da democracia, ou da ética, ou da luta contra a corrupção. É um passo no sentido de aprofundar o golpe.

Diretas Já!

A denúncia contra Temer abre mais um capítulo de imprevisibilidade na conjuntura política.
Apesar dos objetivos explícitos da Rede Globo, a sociedade brasileira não pode permitir que um parlamento desmoralizado por denúncias de corrupção eleja, em colégio eleitoral, um novo presidente da República. Este é o momento de sair às ruas para exigir que o povo tenha garantido o seu direito ao voto.
E como diz o ditado: as crises abrem janelas de oportunidade. Temos que construir um amplo arco de alianças para enfrentar o arbítrio.

Fora Globo

O papel político que a Globo, acompanhada pelo restante da mídia hegemônica, tem cumprido no país é totalmente incompatível com a democracia.
É urgente ampliar o debate sobre a democratização da comunicação no Brasil. Já passou da hora de este tema ocupar lugar prioritário na agenda do movimento social. Sem enfrentar o monopólio privado dos meios de comunicação não é possível garantir direitos sociais, trabalhistas, a soberania nacional e, principalmente, não é possível construir um país democrático.
Não podemos continuar a ser uma nação que é dominada por uma emissora de televisão. É hora de dizer um basta a este monopólio.
A palavra de ordem #ForaGlobo representa muito mais do que um grito contra a emissora dos Marinho, ela condensa a indignação de quem não suporta mais ser manipulado por um discurso único. Ela representa a luta de quem quer ter voz, ter rosto, ter visibilidade nos meios de comunicação do seu país.
Vamos todos às ruas e às redes disputar os rumos do nosso país e lutar pelas eleições diretas.
http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2017/05/globo-derruba-mais-um-presidente-isso-nao-e-uma-boa-noticia

Repercussão internacional: 'Brasil mergulha em novo caos político'

Jornais europeus destacam que gravação envolvendo Michel Temer em corrupção pode acelerar fim de sua presidência. "O destino, zombando, agora prepara o caminho para sua renúncia", escreve diário italiano

por DW Brasil para Rede Brasil Atual - Sociedade e Imprensa Mundial Sobre o Brasil

Foto Marcos Corrêa/PR
DW Brasil – Depois da revelação de um áudio em que Michel Temer dá seu aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, jornais da Europa destacam nesta quinta-feira (18/05) mais um período de turbulências na política brasileira. Correspondentes usam o mesmo tom ao afirmar que, caso o teor das gravações seja comprovado, o presidente acabará deixando o poder.
Le Monde, França: "Presidente Temer é machado com novas revelações"
Neste novo episódio de uma saga iniciada em 2014 com a deflagração da Lava Jato, o Brasil corre o risco de mergulhar em um novo caos político e econômico. O país, que mal começou sua recuperação de uma recessão histórica, poderá voltar a sofrer a ira dos mercados financeiros, preocupados com o bloqueio das reformas prometidas por Michel Temer.
La Repubblica, Itália: "Tempestade política no Brasil"
Desta vez não se trata de uma das revelações habituais, que anunciam outros escândalos e novas prisões. Desta vez é diferente. O impacto político é reforçado pela presença de uma prova em áudio que registrou um claro ato corruptor. No nível institucional mais alto. O PT, juntamente com outros partidos de oposição, anunciou que entrou com um pedido oficial de impeachment contra o presidente do Brasil. Um bumerangue. Foi o mesmo Temer, à época vice-presidente, que liderou com Cunha a batalha pela destituição de Dilma Rousseff. O destino, zombando, agora prepara o caminho para sua renúncia. Voluntária ou forçada. Negar ou minimizar aquelas frases tomadas por uma caneta-gravador será difícil. Talvez impossível.
The Guardian, Reino Unido: "Gravações explosivas implicam Temer em suborno"
A política provavelmente vai ficar ainda mais paralisada – mesmo antes das últimas acusações, o governo Temer já estava em crise. Três de seus ministros foram forçados a se demitir, e outros oito estão envolvidos nas investigações de corrupção da Lava Jato. Os índices de aprovação do presidente caíram para apenas um dígito, a economia permanece atolada em recessão, e os opositores organizaram recentemente uma greve geral em protesto contra suas políticas de austeridade e propostas de mudanças nas leis de aposentadorias, trabalhistas e ambientais. A possibilidade de o Brasil derrubar outro presidente ficou mais próxima, embora a coalizão governista tenha uma grande maioria no Congresso.
El País, Espanha: "Gravação em que Temer obstrui a Justiça estremece o Brasil"
Se o que o Globo noticia for confirmado, isso arrastaria o governo de Michel Temer para a beira do abismo. Temer só chegou ao poder porque ele concordou com o trâmite do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, da qual foi vice-presidente. Exatamente ele assumiu as funções da presidência um ano atrás, completado nestes dias. Desde então, não foi capaz de despertar no eleitorado praticamente nenhuma simpatia que lhe garantisse estabilidade no cargo. Sua aposta na austeridade, com a qual pretende tirar o país da pior recessão em décadas, ganhou como resposta duas greves gerais e muitas manifestações. Seu governo se viu implicado em uma série de escândalos de corrupção, que foram minando sua já fraca popularidade.
Handelszeitung, Alemanha: "Presidente brasileiro Temer extremamente comprometido"
A mídia fala em uma "bomba que explode sobre o país". O presidente Michel Temer teria ajudado a silenciar com dinheiro um cúmplice em um escândalo de corrupção.
Segundo O Globo, durante uma reunião com empresários investigados por corrupção, Temer teria dado luz verde para silenciar com pagamento de dinheiro o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que se encontra preso. Em comunicado, o governo afirmou que Temer nunca propôs pagamentos para comprar o silêncio de Cunha. A reunião em si foi confirmada, tendo ocorrido no início de março deste ano.
http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2017/05/repercussao-internacional-brasil-mergulha-em-novo-caos-politico

Parlamentares pedem diretas: 'Congresso não tem moral para eleger presidente'

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirma que eleições indiretas não vão diminuir a instabilidade política que se instalou no país. Damous afirma que cenário é "muito grave"

por redação Rede Brasil Atual - Sociedade e Disputa Politica no Brasil


Foto do site Midia Ninja
Em entrevistas à Rádio Brasil Atual de Sao Paulo em 18.05.2017, parlamentares afirmam que a saída para o fim da instabilidade política, após as denúncias contra Michel Temer, é a convocação de eleição direta para a Presidência da República.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirma que eleições indiretas não vão diminuir a instabilidade política que se instalou no país. "Não é uma ação da oposição do governo Temer, é uma movimentação de todos aqueles que querem defender a democracia. Será que uma eleição indireta pacificaria o país? De jeito nenhum. Só há uma forma de resolver o problema: chamar a população. A gente pode mudar a Constituição, porque fazer uma eleição direta para a presidência da República é uma necessidade objetiva do Brasil."
O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) afirma que o cenário é muito grave e que não tem precedentes. Ele diz que o Congresso Nacional não pode continuar funcionando normalmente. "A única coisa que deve tramitar aqui é a proposta de emenda à Constituição (PEC) das eleições diretas, que é a solução institucional para sair dessa crise. Não se pode aceitar que um Congresso desmoralizado, com alto índice de banditismo, eleja o sucessor de Michel Temer. Isso só aprofunda a crise."
Em seu Facebook, o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), afirmou que a expectativa também é de renúncia, com eleições diretas. Caso o contrário aconteça e seja convocadas eleições indiretas, o parlamentar considera que será "um novo golpe". "As grandes corporações querem a eleição indireta para criar um falso clima de normalidade e as reformas continuarem sendo votadas, pois interessam a eles. A única maneira para colocar o país nos trilhos e voltar à normalidade democrática é devolvendo a soberania ao povo. É o povo que deve decidir o novo programa de governo."
Ele também criticou a possível saída de partidos da base governista, como PSDB e PPS. "O PMDB e o PSDB, os dois partidos que articularam o impeachment de Dilma e deram o golpe na democracia, foram desmascarados. Os parlamentares do PSDB e PPS se reúnem para discutir sua saída. Eles têm que afundarem junto com o governo que ajudaram a construir."
A PEC é de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ). O texto está parado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) desde 1º de junho de 2016, quando Esperidião Amin (PP-SC) foi escolhido relator. A proposta determina a realização de eleições diretas até seis meses antes do final do mandato, caso a presidência fique vaga.
Para ouvir a entrevista da senadora Vanessa Grazziotin e deputado federal Wadih Damous, acessar no endereço eletrônico abaixo:
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/05/parlamentares-pedem-diretas-congresso-nao-tem-moral-para-eleger-presidente

Desemprego, que sobe em todas as regiões, e subocupação atingem 26,5 milhões de pessoas

Apenas os desempregados somam 14,2 milhões no primeiro trimestre. Situação atinge em especial mais jovens, negros e mulheres

por redação Rede Brasil Atual - Sociedade e Empregabilidade no Brasil

Foto de Valdecir Galor/SMCS
Desemprego no BrasilTaxa de desemprego aumentou no primeiro trimestre, atingindo índice recorde

A taxa de desemprego no Brasil (13,7%), medida pelo IBGE, subiu em todas as regiões no primeiro trimestre. Somada ao que o instituto chama de subutilização da força de trabalho  e a mão de obra potencial, o índice sobe para 24,1%, correspondente a 26,5 milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Essa taxa era de 19,3% em igual período de 2016 e de 22,2% no último trimestre do ano passado. Apenas os desempregados somam 14,2 milhões.
Os subocupados por insuficiência de horas são aqueles que têm jornada menor de 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar em período maior. Esses somam 5,3 milhões de pessoas. E a força de trabalho potencial compreende os que gostariam de trabalhar, mas não procuraram ou não estavam disponíveis para trabalhar, compreendem 21,3 milhões. Nos dois casos, a taxa aumentou no primeiro trimestre, assim como a de desemprego, que é recorde.
Com média nacional de 13,7%, o desemprego atinge 16,3% na região Nordeste. Subiu para 14,2% tanto no Norte como no Sudeste, e para 12% no Centro-Oeste. A menor taxa, embora também com elevação, é a da região Sul (9,3%). Entre as unidades da federação, varia de 7,9% (Santa Catarina) a 18,6% (Bahia). Em São Paulo, é de 14,2%.
Em três regiões, o rendimento ficou acima da média nacional, de R$ 2.110: Sudeste (R$ 2.425), Centro-Oeste (R$ 2.355) e Sul (R$ 2.281). E abaixo no Norte (R$ 1.602) e no Nordeste (R$ 1.449). Mas nessas duas últimas o IBGE registrou variação positiva em relação ao quarto trimestre do ano passado, com estabilidade nas demais.
A taxa de desemprego segue maior para jovens de 18 a 24 anos (28,8%). Isso acontece em todas as regiões, oscilando entre 19,1% (Sul) e 32,9% (Nordeste). 
Também aumentou a participação de negros entre os desempregados. De quase 14,2 milhões de pessoas nessa situação no primeiro trimestre, os pardos (na classificação do IBGE) eram mais da metade (52,1%), os brancos representavam 35,7% e os pretos, 11,5%. As mulheres eram 50,6%. 
http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2017/05/desemprego-que-sobe-em-todas-as-regioes-e-subocupacao-atingem-26-5-milhoes

5.15.2017

O vírus global que veio de Washington

O surto mundial espalhou o vírus de sequestro numa escala maciça, atingindo não só computadores domésticos, como também sistemas da área de saúde, infraestruturas de comunicação, logística e entidades governamentais
 
por Sam Biddle, no site Outras Palavras para Altamiro Borges - Sociedade e Vulnerabilidade na WEB
Em meados de abril, um poderoso arsenal de ferramentas de software, aparentemente projetadas pela NSA para infectar e controlar computadores que usam sistema operacional Windows, foi vazado por uma entidade conhecida pelo nome de “Shadow Brokers” (agentes da sombra). Menos de um mês depois, a suposta ameaça de que criminosos usariam estas ferramentas contra o público em geral tornou-se real, e milhares de computadores no mundo inteiro estão agora paralisados, dominados por uma quadrilha desconhecida que exige uma recompensa.

O vírus que está assumindo o controle dos computadores denomina-se “WannaCry” ou “Wanna Decryptor”. Espalha-se de aparelho em aparelho silenciosamente e permanece invisível para seus usuários até que se revela como um chamado ransomware ou “vírus de sequestro”, informando a seus usuários que todos seus arquivos foram criptografados com uma chave que somente o agressor conhece, e que estes só serão liberados após o pagamento de 300 dólares a uma facção anônima, por meio da criptomoeda Bitcoin. O resgate aumenta para 600 após alguns dias; e, mais tarde, se o resgate não for pago, os arquivos do usuário são deletados. Os hackers fornecem um relógio de contagem regressiva de fácil acesso, com o qual as vítimas sabem exatamente quanto tempo lhes resta.
Vírus de sequestro (ransomware) não são algo novo; para as vítimas, um ataque desses costuma ser uma dor de cabeça colossal. Porém, o surto de hoje espalhou o vírus de sequestro numa escala maciça, atingindo não só computadores domésticos, como também sistemas da área de saúde, infraestruturas de comunicação, logística e entidades governamentais. Segundo a agência Reuters, “hospitais em toda a Inglaterra reportaram que o ciberataque estava causando enormes problemas em seus serviços, e as populações de áreas afetadas pelos ataques foram orientadas a procurar assistência médica somente em casos de urgência”. Além disso, “o ataque afetou os sistemas de imagem dos raio-x, resultados de testes patológicos, sistemas telefônicos e de atendimento aos pacientes”.

Relatou-se que o vírus também afetou universidades, uma grande empresa espanhola de telecomunicações, a corporação global de correios privados FedEx e o ministério do Interior russo. Ao todo, pesquisadores detectaram o vírus WannaCry em mais de 57 mil computadores ao menos em 70 países (e contagens como esta costumam variar, aumentando rapidamente).

De acordo com especialistas no rastreio e análise do vírus e sua difusão, este poderia ser um dos piores ataques do tipo de que se tenha registro. O pesquisador especialista em segurança, que tuíta e escreve assinando “MalwareTech”, declarou ao The Intercept: “Nunca vi nada igual no que se refere a vírus de sequestro”, e “o último vírus desse nível que eu me lembro é o Conficker”. Conficker foi um famoso vírus para Windows, que foi descoberto pela primeira vez em 2008 e que chegou a infectar mais de 9 milhões de computadores em aproximadamente 200 países.

O atual ataque do WannaCry parece utilizar um exploit [1] da NSA - a Agência Nacional de Segurança dos EUA - de codinome ETERNALBLUE. Trata-se de uma ferramenta de software que teria permitido que os hackers espiões da agência invadissem milhares de computadores que rodam Windows, explorando uma falha. Por meio desta, os hackers da NSA implantavam um protocolo de rede, utilizado para compartilhar arquivos e para imprimir. Embora a Microsoft tenha corrigido a vulnerabilidade ao ETERNALBLUE, numa atualização de software em março, dependeria de que os usuários mantivessem seus sistemas atualizados com a versão mais recente do Windows. Muitas pessoas (inclusive os governos) não instalam atualizações. Anteriormente, alguns se consolavam em saber que somente inimigos da NSA poderiam temer que o ETERNALBLUE fosse utilizado contra si. Porém, desde o momento em que a agência perdeu o controle de seu próprio exploit no último verão, já não existe essa garantia.

A atualidade escancara exatamente o que está em jogo quando hackers governamentais não são capazes de manterem suas armas virtuais guardadas. Como foi colocado pelo pesquisador especialista em segurança, Matthew Hickey, que rastreou as ferramentas da NSA vazadas no último mês: “na realidade, me surpreende que um vírus armado dessa natureza não tenha se espalhado antes.”

Esta contaminação certamente irá reacender argumentos sobre o que se sabe do “Vulnerabilities Equities Process” (VEP), o procedimento de decisão utilizado para determinar quando a NSA deve utilizar para si as brechas de segurança que descobre (ou cria) – e mantê-las em segredo – e quando deve compartilhá-las com as companhias afetadas, de forma que possam proteger seus usuários.

Christopher Parsons, um pesquisador do Laboratório Cidadão, da Universidade de Toronto, explicou claramente ao The Intercept: “O ataque do vírus de sequestro hoje é possível graças ao trabalho realizado e assumido pela NSA”. Acrescentou: “idealmente, este poderia conduzir a mais revelações que melhorariam a segurança dos computadores”

Mas, mesmo se a NSA estivesse disposta a divulgar seus exploits, em vez de armazená-los, ainda assim enfrentaríamos o problema de que muita gente parece não se importar em atualizar seus softwares. “Autores maliciosos exploram vulnerabilidades antigas ao realizarem suas operações, de forma rotineira”, aponta Parsons. “Não há razão pela qual uma divulgação maior das vulnerabilidades por meio do VEP mudaria tais atividades.”

Um porta-voz da Microsoft comentou: “Atualmente nossos engenheiros acrescentaram detecção e proteção contra um novo software malicioso conhecido como Ransom:Win32.WannaCrypt. Em março, nós fornecemos uma atualização de segurança que oferece proteção adicional contra este potencial ataque. Aqueles que utilizam nosso software de antivírus grátis e que possuem as atualizações do Windows ativadas, estão protegidos. Estamos trabalhando com os clientes para prover assistência adicional. ”

Nota:

[1] Em português, “explorar”, com sentido “usar algo para sua própria vantagem”, é um pedaço de software, um pedaço de dados ou uma sequência de comandos que se aproveitaq de um defeito, falha ou vulnerabilidade a fim de causar um comportamento acidental ou imprevisto no software ou hardware de um computador ou em algum eletrônico (normalmente computadorizado).
* Publicado originalmente no site The Intercept-EUA. Tradução de Simone Paz Hernández.
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2017/05/o-virus-global-que-veio-de-washington.html