Páginas

7.20.2023

Rotativo, Consignado e Crediário: Mulheres Relatam Impacto de Juros Altos no Orçamento Familiar

Quanto mais alto o valor da Selic, maior são os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito e menor é o estimulo ao consumo, pois os preços estão mais elevados para a população

por Jaqueline Deister no Brasil de Fato – Sociedade e Endividamento das Famílias Brasileiras

De acordo com a Peic, entre as modalidades de dívida, 87,2% dos consumidores chegaram em maio de 2023 endividados no cartão de crédito - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O percentual de famílias brasileiras com dívidas segue um patamar estabilizado, porém alto de 78,3%. O levantamento da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) de maio deste ano aponta que a cada cinco famílias, uma indica que não conseguirá pagar uma dívida já atrasada. 

“Os juros elevados dificultam o pagamento da dívida atrasada, pois acirram as despesas financeiras. Com isso, o volume de consumidores com atrasos por mais de 90 dias segue em tendência de alta. Do total de inadimplentes, 45,7% estão com atrasos por mais de três meses, maior percentual em três anos”, destaca o relatório da Peic. 

Por trás desses números há histórias como a da Mariana Queiroz. A moradora de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, ficou desempregada durante a pandemia e em 2020 precisou utilizar o cartão de crédito para a compra de bens de primeira necessidade. Em quase três anos, a dívida da jovem de 24 anos aumentou em mais de 15 vezes se comparada ao valor original. 

“Eu fiquei endividada na pandemia, fiquei desempregada, eu trabalhava como operadora de caixa num supermercado. A minha dívida é do cartão de crédito que usei na época para comprar fralda e alimentação, eu estava me divorciando, que foi um processo difícil, eu tinha perdido a minha renda e não podia contar com ele, a dívida era de R$ 1.139 e hoje está R$ 17.342”, contou ao Brasil de Fato. 

Mariana atualmente trabalha como assistente administrativa e recebe cerca de um salário mínimo por mês, ou seja, R$ 1.320. Segundo ela, a tentativa de negociação com a operadora do cartão de crédito não foi bem sucedida. 

”Já tentei negociar quando eu consegui o meu novo emprego, mas era sempre para pagar à vista e o valor superior ao meu salário, quando era para parcelar, os juros ficavam altos e eu teria que comprometer parte da renda para pagar, o que não fica viável levando em consideração as despesas do mês”, desabafa. 

O caso de Mariana é o tipo de endividamento mais comum entre os brasileiros. De acordo com a Peic, entre as modalidades de dívida, 87,2% dos consumidores chegaram em maio de 2023 endividados no cartão de crédito,  esse foi o maior volume em um ano.

Empréstimo Consignado que Não se Consegue Pagar

Assim com a assistente administrativa, a professora da rede municipal do Rio de Janeiro Priscila Mendes, de 41 anos, também não consegue quitar a dívida dos empréstimos consignados que contraiu há 15 anos. A modalidade é popular entre aposentados, pensionistas e funcionários públicos, pois tem as parcelas descontadas diretamente da folha de pagamento ou do benefício. 

“Eu comecei a fazer esses empréstimos pouco tempo depois que eu entrei para o município. A renda não era compatível com o meu custo de vida. Tenho vários empréstimos. Peguei cerca de R$ 40 mil e estou pagando R$ 100 mil”, explica a professora que conta ter 40% do salário comprometido pelas dívidas. 

A remuneração de Priscila é a principal da família. Além das despesas da sua casa, onde moram o marido e a filha mais nova, a professora auxilia a primogênita e o neto. O salário mensal da professora, sem os descontos, totaliza R$ 8 mil. 

“Nunca tentei negociar [a dívida], poderia pagar as parcelas de trás pra frente sem juros, mas nunca consigo”, afirma. 

Banco Central Brasileiro e O Efeito “Selic”

A chamada Selic, cuja sigla significa Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, é a taxa básica de juros da economia brasileira. É o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. Ela influencia todas as taxas de juros do país. Hoje, a taxa está em 13,75%, um valor considerado alto por analistas.

Quanto mais alto o valor da Selic, maior são os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito e menor é o estimulo ao consumo, pois os preços estão mais elevados para a população, com essa lógica, a inflação é puxada para baixo.  

Marieta dos Santos sente no dia a dia o impacto na restrição do consumo causado pela Selic. A senhora de 78 anos tem como única fonte de renda o Benefício de Prestação Continuada (BPC) que recebe do governo. O valor de um salário mínimo acaba exigindo que a moradora da ocupação Habib´s, localizada na zona portuária do Rio de Janeiro, faça uma ginástica no orçamento financeiro. 

“É um pouco difícil, mas vendo que não tem jeito a gente tem que aguentar. Sempre vem os netos aqui passar uns dias, mas eles vivem na casa dos pais. Ficam metade da semana aqui e o resto com os pais. Eu vou ao mercado e compro as coisas ‘pouquinhas’ . Eu vou limitando a vida para evitar de ficar devendo para os outros”, conta.  

Ela relata à reportagem que prefere comprar à vista. “O dinheiro é pouco e eu não uso cartão de crédito. Eu mesma não gosto de crediário. É tudo à vista. Junta um pouquinho aqui e acolá até conseguir comprar alguma coisa”, detalha. 

De acordo com a Peic o risco de inadimplência vem aumentando mais na classe média, já que as famílias de baixa renda estão assistidas pelo Bolsa Família com valores maiores e mais beneficiários e também são o principal foco de renegociações atualmente. 

*A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal, com aproximadamente 18 mil consumidores.

Edição no BdF: Mariana Pitasse

Publicado no BdF: 14 de Junho de 2023

 Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2023/06/14/rotativo-consignado-e-crediario-mulheres-relatam-impacto-de-juros-altos-no-orcamento-familiar

 

Dívida de Países em Desenvolvimento Aumentou 5 Vezes e Deixou-se de Investir em Educação e Saúde

Cerca de 3,3 bilhões de pessoas – mais de 41% da população mundial – vivem em países que hoje gastam anualmente mais com o pagamento de suas dívidas do que investem em Educação ou Saúde, conforme estudo da ONU

por Vinicius Konchinski no Brasil de Fato – Sociedade e Sistema Financeiro Mundial Fracassado

  Enquanto governos gastam cada vez mais com dívidas, faltam recursos para obras de bem-estar para a população - Foto: Thiago Araújo / INESC

Cerca de 3,3 bilhões de pessoas – mais de 41% da população mundial – vivem em países que hoje gastam anualmente mais com o pagamento de suas dívidas do que investem em Educação ou Saúde. Essa é a principal conclusão do estudo "Um Mundo de Dívidas", divulgado neste mês pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo esse estudo, a dívida pública de todos os países do globo quintuplicou em 20 anos: saiu de 17 trilhões de dólares em 2002 e atingiu 92 trilhões de dólares nos ano passado – cerca de R$ 450 trilhões hoje.

Ao mesmo tempo, o crescimento da produção mundial de riquezas triplicou – ou seja, cresceu num ritmo 40% menor em relação ao crescimento da dívida pública.



Dívida pública de países quintuplicou e atingiu 92 trilhões de dólares, de acordo com estudo da ONU / Arte/Brasil de Fato

O descompasso entre o aumento das dívidas e da produtividade tem pressionado os orçamentos públicos de nações mundo afora. O problema aflige principalmente os países mais pobres, chamados de países em desenvolvimento. Isso faz com que cada vez mais recursos sejam destinados ao pagamento de credores e menos para o bem-estar da população, que mais precisa de atenção do Estado.

"3,3 bilhões de pessoas são mais do que um risco sistêmico, são uma falha sistêmica", disse António Guterres, secretário-geral da ONU, no evento de apresentação dos dados sobre dívidas levantados pela organização.

Para Guterres, o sistema financeiro internacional é um "fracasso" à medida que retira recursos de áreas estratégicas para o desenvolvimento de países quando, na verdade, deveria servir a este desenvolvimento.

O estudo aponta que só 30% das dívidas públicas do mundo pertencem a países pobres. Para eles, porém, elas pesam mais, já que o orçamento deles é menor que o dos ricos. Pesa mais também porque os juros que eles pagam sobre essa dívida são mais altos para os mais pobres.



Estudo da ONU compara taxas de juros de títulos da dívida pública com prazo de 10 anos de vencimento / Arte/Brasil de Fato

Na Alemanha, por exemplo, um título com prazo de vencimento de dez anos emitido pelo governo para obter recursos e financiar sua operação paga juros de 1,5% ao ano. No continente africano, um título semelhante tem juros de 11,6% ao ano.

Em 2022, países em desenvolvimento gastaram 6,9% de suas receitas e 1,5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) somente para pagar juros dos seus débitos. Há 20 anos, eram 4,2% das receitas e 0,9% do PIB.

O gasto com a dívida, aliás, cresce mais rápido do que com investimentos em obras, Educação e Saúde. "Isso é um resultado da desigualdade intrínseca de um sistema financeiro mundial obsoleto, que reflete as dinâmicas coloniais da época em que foi criado", disse Guterres, ressaltando que boa parte dos credores de países mais pobres são bancos de países ricos ou instituições controladas por esses países.



Crescimento dos gastos com juros supera crescimento com investimentos em Educação, Saúde e obras / Arte/Brasil de Fato

Mauricio Weiss, economista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), acrescentou que esses bancos também são responsáveis por dívidas de países mais ricos. Nos Estados Unidos e na Grécia, por exemplo, a dívida pública cresceu porque o governo foi obrigado a socorrer os bancos quando eles ficaram perto de quebrar.

"Teve a pandemia que elevou a dívida, mas também o socorro de países a bancos e cidadãos, como no caso da Grécia", disse ele.



Dívida pública cresce mais em países em desenvolvimento do que em países desenvolvidos, segundo ONU / Arte/Brasil de Fato

O caso Brasil e a Dívida Externa

A ONU indica que 70% das dívidas de países mais pobres são de Índia, China e Brasil.

No Brasil, a taxa básica de juros da economia, a Selic – que serve de referência para a dívida pública – é hoje de 13,75% ao ano – a mais alta do mundo, segundo o governo federal.

Monitoramento realizado pela organização Auditoria Cidadã da Dívida informa que, em 2022, o governo gastou R$ 4,06 trilhões. Disso, R$ 1,87 trilhão foram destinados a pagamentos de juros e da própria dívida – 46,3% do total. Na Educação, foram 2,7%; na Saúde, foram 3,3%.

"O principal problema do país é a taxa de juros", acrescentou Weiss. "Nesse atual patamar da Selic, o aumento de 1 ponto percentual representa algo em torno de R$ 30 a R$ 40 bilhões na nossa dívida."

Weiss ressaltou que a dívida pública, em si, não é ruim. O problema é quando ela cresce de forma desequilibrada com o crescimento da economia –o que não é o caso do Brasil.

Pedro Faria, economista e pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ratifica a avaliação de Weiss.

Para ele, a taxa de juros no Brasil é alta. Mesmo assim, nem todo endividamento público pode ser considerado negativo. "Às vezes você tem um déficit, mas está investindo em busca de crescimento e reduzindo a relação dívida-PIB no futuro."

Edição: Leandro Melito

Publicado no BdF: 19 de Julho de 2023

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2023/07/19/divida-de-paises-quintuplica-em-20-anos-e-compromete-orcamento-de-nacoes-mais-pobres

 

No Brasil em 30 Anos de Privatizações os Investimentos Caíram e Dívida Pública Subiu

Venda de empresas públicas não abriu espaço para investimento privado nem pagou dívida

"O recurso que os governos arrecadam por conta da privatização serviram basicamente para atender o serviço da dívida pública [os juros]. Não serviu para ampliação de investimento ou gasto social", afirmou  o economista Pochmann da Unicamp

por Vinicius Konchinski no Brasil de Fato – Sociedade e Grande Perda de Estatais Brasileiras em 30 Anos

 População foi às ruas para protestar contra a privatização da companhia Vale do Rio Doce, vendida "a preço de banana" em 1997 - Arquivo - Brasil de Fato

Há pouco mais de 30 anos, durante a gestão do então presidente Fernando Collor (hoje no PTB), o governo lançou um plano robusto de privatizações: Programa Nacional de Desestatização (PND), que existe até hoje.

Naquela época, com o país em processo de redemocratização e precisando crescer, a venda de grandes empresas públicas era apresentada como uma dupla solução: primeiro, levantaria dinheiro para pagamento da dívida nacional; depois, contribuiria com o crescimento dos investimentos no país já que setor privado aumentaria sua participação neles.

Passados todos esses anos e vendidas estatais estratégicas como a Vale do Rio Doce e a Telebras, é possível dizer que as privatizações não serviram a nenhum dos objetos propostos: a dívida pública brasileira é maior do que era quando o PND foi lançado, em 1990; já o investimento ficou menor do que há 30 anos.

Segundo dados oficiais compilados pelo Observatório de Política Fiscal da Fundação Getulio Vargas (FGV), em 1990, o Brasil investia 20,66% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Só o governo federal investia 0,88% do total gerado pela economia brasileira num ano; estatais investiam 1,48%; já o setor privado investia 15,45%.

Desde que as privatizações começaram, com a venda da Usiminas, em 1991, a taxa de investimento oscilou, mas nunca atingiu os 21%. Em 2013, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff (PT), chegou a 20,91%. Desde então, caiu e fechou 2021 em 19,17%.

Quando o PND foi lançado, economistas liberais argumentavam que, ao vender suas empresas ao capital privado, o Estado "abriria espaço" para que o investimento privado crescesse e as modernizasse. Em 2021, no entanto, o setor privado investiu 17,11% do PIB nacional, percentual maior do que em 1990, mas insuficiente para elevar o nível de investimento total.

Entre 2010 e 2020, o investimento privado correspondeu a 14,77% do PIB, na média. A taxa é menor do que a registrada em 1990.

Já o investimentos das estatais que restaram caiu para 0,66% em 2021. Isso é menos da metade do de 30 anos atrás.

"Ao contrário do discurso neoliberal de que é necessário o esvaziamento do Estado para que então o setor privado possa avançar, o que se observou de maneira geral é que a privatização não implicou adicional de investimento produtivo", ratificou o economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcio Pochmann.

Dívida Brasileira Aumentou Apesar da Venda de Estatais Importantes

Segundo Pochmann, as privatizações das estatais sequer serviram para aumentar a capacidade de investimento do governo federal, que em 2021, ficou em 0,26% do PIB – cerca de um quarto do que era em 1990. Ele lembrou que existia essa previsão quando o PND foi lançado. As vendas arrecadariam recursos, que seriam usados para pagamento da dívida pública, e assim sobrariam fundos para construção escolas, hospitais, estradas, por exemplo.

Os números, porém, mostram que não foi isso que aconteceu. Além do investimento federal nunca mais ter alcançado o patamar de 1990, a dívida brasileira aumentou de lá pra cá, apesar do dinheiro recebido com a venda das estatais. Em 1990, a dívida pública bruta era de 63% do PIB, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ela fechou 2021 em 80,3%, segundo estatística do Banco Central (BC).

"O recurso que os governos arrecadam por conta da privatização serviram basicamente para atender o serviço da dívida pública [os juros]. Não serviu para ampliação de investimento ou gasto social", afirmou Pochmann.

Privatização: Discurso Equivocado do Empresariado Brasileiro

Simone Deos, que também é professora da Unicamp, disse os dados sobre investimentos e dívida são eloquentes para demonstrar a ineficiência das privatizações como solução para o crescimento e desenvolvimento. Para ela, é errado pensar que o investimento público "tira espaço" do privado.

Ela explicou que, na verdade, o que acontece é o contrário. Empresários só investem quando têm expectativa de lucro. Quando o setor público investe, a economia como um todo tende a crescer. Se isso acontece, é maior a chance do empresário lucrar. Maior também a chance de ele querer investir.

"O investimento público e investimento privado geralmente aumentam ao mesmo tempo", disse ela. "Não existe essa coisa de um expulsar o outro. Na verdade, o que deveria haver é uma complementaridade."

Daniel Negreiros Conceição, economista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que essas expectativas equivocadas não são meros erros. Para ele, há interesses no aumento das privatizações no Brasil. Esse interesse é de grandes empresários, os maiores beneficiados das vendas das estatais.

"Os capitalistas obviamente não querem enfrentar a concorrência estatal", disse Conceição. "Cada vez que você estatiza e começa a promover serviços públicos, você tira a oportunidade do setor privado fazer isso. Então o sonho do capitalista é a privatização."

Governo Bolsonaro Reviveu Pauta da Venda do Patrimônio Público

Segundo Conceição, esses capitalistas têm hoje influência sobre "extremistas liberais" que comandam a economia nacional durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). Por isso, neste governo, as privatizações voltaram à pauta econômica.

Durante a gestão Bolsonaro, o governo privatizou 36% das estatais brasileiras. Quando ele assumiu a Presidência, a União controlava 209 empresas. Hoje, são 133.

A última privatização relevante realizada foi a venda do controle da Eletrobras, maior empresa de energia da América Latina. A operação também ocorreu porque, segundo o governo, isso possibilitaria o crescimento de investimentos da companhia.

A venda, aliás, ocorreu enquanto países como França e Alemanha discutem reestatizar empresas de energia para garantir sua soberania.

"O Brasil está na contramão. Parece surdo e cego ao que acontece no resto do mundo", reclamou Simone Deos.

Grandes privatizações desde 1990:

Governo Fernando Collor (1990 a 1992)

. Usiminas (siderúrgica)

Governo Itamar Franco (1992 a 1994)
. Companhia Siderúrgica Nacional
. Embraer (aviação)

 Governo Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002)
. Telebras (telefonia)
. Vale do Rio Doce (mineração)
. Bancos estaduais

Dilma Rousseff (2011 a 2016)
. Instituto de Resseguros do Brasil (seguradora)

Michel Temer (2016 a 2018)
. Distribuidoras de energia
. Linhas de transmissão

Jair Bolsonaro (2019 a 2022)
. Eletrobras (energia)
. BR Distribuidora (Petrobrás - combustíveis)
. Transportadora Associada de Gás - TAG (Petrobrás - combustíveis)
. Refinaria Landulpho Alves (Petrobrás - combustíveis)

Edição BdF: Thalita Pires

Publicado no BdF:  25 de Setembro de 2022

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2022/09/25/30-anos-de-privatizacoes-investimentos-caem-e-divida-publica-sobe