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7.20.2016

No Uruguai abortos diminuem 30% após legalização

Do Portal Vermelho, com agências - Sociedade e Saúde da Mulher

  • Com a legalização do aborto, o Estado presta um acompanhamento minucioso à mulher que decide interromper a gravidez
Em 2012 o Uruguai sancionou a lei que permite interromper a gravidez. O então presidente, José “Pepe” Mujica, afirmou à época que desta forma o Estado poderia acompanhar de perto a situação de mulheres que por diversos motivos precisaram recorrer a esta decisão extrema. O surpreendente para o Ministério da Saúde do país foi que o número de desistências de mulheres que pretendiam realizar um aborto aumentou em 30%. 

Divulgação
Ao legalizar o aborto o Estado passa a acompanhar e dar assistência às mulheres que precisam tomar esta decisãoAo legalizar o aborto o Estado passa a acompanhar e dar assistência às mulheres que precisam tomar esta decisão
Com a legalização do aborto, o Estado presta um acompanhamento minucioso à mulher que decide interromper a gravidez. E desta forma, a conscientização e a reflexão aumentaram. Dois anos após a lei entrar em vigor o número de mulheres que decidiram levar adiante a gestação após solicitar o aborto aumento 30%.

O total de abortos legais realizados no país também aumentou em 20% com relação aos dados coletados antes da lei entrar em vigor. Mas a ginecologista e ex-diretora de Saúde Sexual e Reprodutiva do Ministério da Saúde, Letícia Rieppi, esclareceu que isto já estava previsto por se tratar dos primeiros anos da legalização da prática. "O que nos surpreendeu foi o aumento de desistências, o que demonstra que a lei vem cumprindo seu papel. Não é uma lei que promove o aborto, mas a reflexão", disse a médica.

Segundo Letícia, ao acolher a mulher que decide interromper a gravidez e prestar todo o atendimento que ela precisa, o Estado potencializa o acesso à informação sobre métodos contraceptivos e facilita a decisão voluntária de dar continuidade à gravidez.

As mulheres que procuram interromper a gravidez têm entre 15 e 45 anos, destas, 18% são menores de 20 anos. A maior parte dos abortos legais e seguros são realizados em Montevidéu, cerca de 60%, os demais ocorrem no interior do país.

Além do Uruguai, o aborto legal e seguro também é garantido em Cuba, Porto Rico, Guiana, e na capital do México.
 
http://www.vermelho.org.br/noticia/283888-1

O que é o jogo virtual Pokémon Go?





por Ariadne Bognar, do site me explica? - Sociedade e Comunicação Privada de Massa (fonte no final)

O que é esse Pokemon Go de que todo mundo está falando?
É um jogo de realidade aumentada para smartphones. Permite que os usuários joguem enquanto andam pelo mundo real caçando monstros virtuais, que lutam contra os monstros de outros jogadores.
Como funciona?
Através da localização do GPS do celular, o jogo mostra onde há monstros que podem ser capturados. Por exemplo, você pode estar voltando para casa e se deparar com um “monstro” na calçada. Esse bicho só aparece na tela do smartphone, é claro.
Veja como se joga Pokémon Go: 
O que é realidade aumentada?
É uma técnica que une o mundo real com o virtual, através da inserção de objetos virtuais no ambiente físico, que é mostrada ao usuário em tempo real. Funciona assim: o celular captura e processa a imagem captada pela câmera, identifica a imagem e disponibiliza um objeto virtual, que é a realidade aumentada.
Já tem muita gente jogando?
O Pokémon Go já foi mais baixado que o aplicativo de relacionamentos Tinder, e virou mania nos Estados Unidos: já conta com mais de 11 milhões de downloads e sete milhões de jogadores.
De onde veio esse jogo?
O Pokémon começou com jogos para Game Boy e Nintendo, teve versões de jogos em cartas colecionáveis e também desenho animado na TV. É a primeira vez que se torna um jogo de smartphone.
Quando chegará ao Brasil?
A Rádio Globo divulgou que o jogo pode chegar ao Brasil já no dia 21 de julho, mas a Nintendo não confirmou a informação.
Por que é um jogo importante?
O Pokémon Go é um dos primeiros jogos que explora o uso da realidade aumentada e está fazendo sucesso em todos os países em que é lançado.
http://meexplica.com/2016/07/o-que-e-pokemon-go/

Bloqueio do WhatsApp é desproporcional e fere Marco Civil da Internet

  • Entidade de defesa do consumidor lança campanha 'Não Cale o WhatsApp' para monitorar ações que visem a cercear a utilização do aplicativo
  •   É a quarta vez que o aplicativo fica fora do ar por determinação judicial
por redação RBA - Sociedade e Comunicação Privada entre Pessoas
Allan White/Fotos Públicas
WhatsappCom utilização comercial e profissional, bloqueio do Whatsapp pode ter acarretado prejuízos irreparáveis
São Paulo – A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) avalia como desproporcional e ilegal a decisão judicial que bloqueou o aplicativo de troca de mensagens WhatsApp ontem (19) por cerca de cinco horas, por ferir o Marco Civil da Internet. Essa é a quarta vez que o aplicativo fica fora do ar por determinação judicial.
A coordenadora de relações institucionais da Proteste, Maria Inês Dolci, afirma que a decisão do bloqueio é desproporcional porque afeta diretamente os mais de 100 milhões de usuários no país, que inclusive utilizam o aplicativo profissional e comercialmente, podendo acarretar prejuízos econômicos "irreparáveis", segundo ela. "Hoje, grande parte dos usuários depende do serviço para os negócios", afirmou Maria Inês, em entrevista, hoje (20), à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.
A determinação fere o Marco Civil da Internet pois, segundo a Proteste, trata-se de um serviço essencial e, portanto, não pode ter o seu funcionamento interrompido. "Existem outras formas, como perícias judiciais, que podem constatar se é possível, ou não, que o WhatsApp reverta a chave de criptografia", conforme requerido pela juíza Daniela Barbosa, da Comarca de Duque de Caxias (RJ), que determinou o bloqueio.
Entre outras formas, Maria Inês afirma que a magistrada poderia ter optado por multar a empresa mediante o descumprimento da decisão judicial. O bloqueio foi suspenso após decisão liminar proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar da decisão, ainda que provisória, da mais alta corte do país, a Proteste também entrou com ação judicial, na mesma vara que foi definido o bloqueio, com o intuito de evitar que ações do mesmo tipo venham a ocorrer novamente.
Em defesa do direito dos consumidores, a Proteste lançou a campanha Não Cale o WhatsApp, que vai monitorar ações de cerceamento à utilização do aplicativo. "Não podemos silenciar porque hoje é um meio de comunicação incrível para a população", diz Maria Inês Dolci.
http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2016/07/proteste-bloqueio-do-whatsapp-e-desproporcional-e-fere-marco-civil-da-internet-4387.html

Turquia bloqueia WikiLeaks, após vazamento de e-mails de partido governista

  • Bloqueio ocorreu horas após divulgação de quase 300 mil e-mails; segundo organização, vazamento foi resposta a 'expurgos pós-golpe do governo'
por redação Rede Brasil Atual - Sociedade e Golpe na Turquia (fonte no final)
Recep Tayyip Erdogan/facebook
erdo.jpgVazamento do WikiLeaks liberou cerca de 300 mil mensagens do partido AKP, do presidente Erdogan
Opera Mundi – A organização WikiLeaks informou hoje (20/07/2016) que seu site foi bloqueado na Turquia, horas após a publicação da primeira parte de um conjunto de documentos relativos ao partido AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento), do presidente turco Recep Tayyip Erdogan.
O bloqueio foi confirmado pela Junta de Comunicações e Telecomunicações da Turquia, que classificou a decisão como “uma medida administrativa”. Segundo o jornal local Hürriyet, essa expressão costuma ser utilizada quando há o bloqueio de sites no país.
Em um comunicado, a organização fundada pelo jornalista Julian Assange afirmou que "a primeira parte da série (de e-mails) abrange as pastas entre as letras A e I, e contêm 294.548 e-mails, junto a milhares de arquivos adjuntos".
Os e-mails que provêm do domínio principal do AKP (“akparti.org.tr") abrangem um período de 2010 até julho deste ano, sendo que o mais recente foi enviado no último dia 6.
"É preciso ressaltar que os e-mails associados com este domínio são, principalmente, utilizados para fazer negócios com o mundo, e não para assuntos internos mais sensíveis", indica o comunicado.
De acordo com o WikiLeaks, o material foi obtido uma semana antes da tentativa de golpe militar, ocorrida na sexta-feira (15), e a publicação foi adiantada “em resposta aos expurgos pós-golpe do governo”.
"Verificamos o material e a fonte, que não está conectada de nenhuma maneira com os elementos que estão por trás da tentativa de golpe de Estado, nem com partidos políticos rivais e nem com o Estado", afirmou o WikiLeaks.
http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2016/07/apos-vazamento-de-e-mails-de-partido-governista-turquia-bloqueia-acesso-a-wikileaks-1384.html

Muitos jovens que querem fazer faculdade dependem do governo federal no Brasil


247 - Pesquisa feita pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), divulgada nesta quarta-feira, 20, mostra que 50,5% dos estudantes brasileiros que disseram querer curso o nível superior nos próximos três anos não têm recursos para pagar uma faculdade particular.

Dentro deste grupo que pretende cursar uma graduação, 57,9% dos jovens esperam contar com o Programa Universidade para Todos (Prouni) e 50,3%, com o Financiamento Estudantil (Fies).

Levantamento é divulgado no momento em que o governo interino de Michel Temer apresenta medidas que dificultam o acesso ao Fies. Desde que assumiu, o ministro interino da Educação, Mendonça Filho já anunciou o corte de 90 mil vagas do Fies (leia em  http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/238743/Mercadante-Temer-cortou-90-mil-vagas-do-Fies.htm ), e disse que parte da remuneração destinada aos bancos será custeada pelas faculdades que participam do programa. As entidades afirmam que a mudança deve gerar impacto no reajuste das mensalidades já no ano que vem (leia em  http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/244799/Proposta-de-Temer-para-educa%C3%A7%C3%A3o-vai-destruir-o-Fies-diz-Humberto.htm  ).Foram ouvidos 1.000 jovens de 18 a 30 anos, com ensino médio completo, de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, Salvador, Fortaleza, Manaus, Recife e Belém. 71,9% deles cursaram o ensino médio em escolas públicas e 62,9% deles acreditam que os estudantes de escolas públicas não têm as mesmas condições que os alunos das particulares para ter acesso às universidades públicas.
A pesquisa mostrou que o sonho do nível superior ainda está vinculado aos diplomas mais tradicionais. Em uma listagem de 20 cursos, a faculdade mais desejada é a de medicina (12,7% dos entrevistados), seguida por direito (11,1%) e engenharia (10,9%) em terceiro lugar. Apenas 15,1% responderam que desejam fazer algum curso na área de licenciatura.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/244941/Metade-dos-jovens-que-querem-fazer-faculdade-depende-do-governo.htm

7.16.2016

Repúdio à venda de ativos da Petrobrás e à privatização do pré-sal por Temer

  • Manifesto desmonta os argumentos daqueles que são favoráveis ao desmonte da empresa e à abertura do pré-sal ao capital estrangeiro. 

     

    Da redação do site Carta Maior - Sociedade e Petróleo Brasileiro (fonte no final)


Sindipetro-RJ e Federação Nacional dos Petroleiro (FNP) Geraldo Falcão / Agência Petrobras
Os petroleiros e centenas de entidades dos movimentos sociais e sindicais que integram a campanha "Todo o Petróleo Tem que Ser  Nosso" divulgam manifesto que desmente os argumentos de Pedro Parente, atual presidente da Petrobrás, e do ministro interino José Serra, ambos favoráveis ao desmonte da empresa e à abertura do pré-sal ao capital estrangeiro, retirando a estatal brasileira da condição de operadora única do pré-sal e abrindo a exploração aos estrangeiros.
 
Crônica de um Desmonte Anunciado

A nova diretoria da Petrobrás, comandada por Pedro Parente, prepara um verdadeiro estupro da empresa,  à  vista da sociedade brasileira. Para isso, tem a ousadia de buscar o consentimento pacífico dos próprios petroleiros. As propostas de Parente são um acinte à consciência de todo o brasileiro empenhado no desenvolvimento do país. Curiosamente, enquanto Bendine, seu antecessor, preparava o desmonte da Petrobrás sem avisar, Parente tem o desplante de avisar previamente sobre o desmonte, recorrendo a um rosário de falsidades. Ei-las:

1. Parente afirma que a Petrobrás está em crise financeira, na linha do que vem pregando há meses seu mentor, o ministro interino José Serra.

É falso. A Petrobrás tem um patrimônio gigantesco de óleo e gás no pré-sal, sendo que a dívida da empresa, somada aos desvios estimados,  representa não mais que 1% desse patrimônio.

2. Parente sustenta que o petróleo do pré-sal é menos do que se dizia, tendo sido furados muitos poços secos.

É absolutamente falso. As estimativas são de que há muito mais petróleo no fundo do mar do que se imagina. A produção do pré-sal cresce em ritmo impressionante (8% em maio sobre abril), o que não corresponde à ideia de que as reservas sejam menores do que as anunciadas anteriormente. O custo de extração vem caindo e a produção de óleo e gás bateu novo recordo em junho de 2016, alcançando a marca dos 2,9 bilhões de barris. Em relação ao mês de maio, o volume apresentou um aumento de 2%.

3. Parente e seus diretores dizem que têm como missão “salvar a Petrobrás”

Falso. A Petrobrás está no pico de sua produtividade operacional e não precisa de nenhum salvador da pátria.

4. Parente quer a privatização da BR, dos gasodutos, da indústria de fertilizantes,  “em nome do saneamento da Petrobrás”.

Nada mais falso. O que ele pretende é repassar ao setor privado os setores mais rentáveis do sistema de petróleo, pois o maior lucro está no valor agregado em derivados, petroquímicos, transporte e fertilizantes.

5. Parente sustenta que a construção do Comperj e da Refinaria Abreu e Lima não deve ser retomada, porque não seria rentável para a Petrobrás. Diz que “refinaria não dá lucro”.

Completamente falso. O Comperj interessa à Petrobrás como investimento rentável na área petroquímica. A Refinaria Abreu e Lima aumentaria a produção de combustíveis da empresa, reduzindo a necessidade de importações. O que Parente pretende, portanto, é enfraquecer a Petrobrás, colocando-se na contramão de todas as grandes petrolíferas do mundo que procuram diversificar, buscando fusões e incorporações.

As propostas da nova Diretoria da Petrobrás são repelidas por petroleiros e por todos os cidadãos que têm o mínimo conhecimento da área do petróleo e compromisso com o interesse nacional. São propostas entreguistas, destinadas a favorecer os interesses estrangeiros.

Privatizar a rede de gasodutos construída pela Petrobrás, que interliga o país de norte a sul, privatizar a BR, que garante a distribuição de gasolina em todo o território nacional, além de constituir em ameaça à compra do óleo refinado no Brasil, são crimes inomináveis e a sociedade precisa tomar conhecimento disso.

Até mesmo num campo tão estratégico para o Brasil, como no dos fertilizantes, sendo o país agrário, as intenções de Parente são aviltantes, pois pretendem colocar o agronegócio totalmente nas mãos dos produtores estrangeiros de fertilizantes.

Os petroleiros e todos aqueles comprometidos com o futuro e a soberania nacional repudiam veementemente o desmonte da Petrobrás e a entrega do pré-sal a empresas estrangeiras.

Sindipetro-RJ e Federação Nacional dos Petroleiro (FNP)
Campanha Todo o Petróleo Tem que Ser Nosso

Créditos da foto: Geraldo Falcão / Agência Petrobras
http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Manifesto-de-repudio-a-venda-de-ativos-da-Petrobras-e-a-privatizacao-do-pre-sal/4/36459

Quanto custa o domínio da mídia? (TV's, Jornais, Revistas, Facebook)



  • É por meio da asfixia econômica que se pretende calar as vozes dissonantes que neste momento, denunciam o golpe no país.

Da Redação do site Carta Capital - Sociedade e Poder da Elite no Brasil (fonte no final do texto)

Mais um capítulo da campanha do oligopólio midiático contra a mídia alternativa. A batalha “David contra Golias”, conforme cunhou o professor Venício Lima, parece não ter fim.

Na última semana, em uma série de reportagens assinadas pelo jornalista Fernando Rodrigues, o Portal UOL divulgou os números da publicidade federal nos veículos de comunicação. 

O destaque dado às manchetes fala por si: 

“Em 2015, ano de cortes, publicidade para mídia alternativa cresceu 40%” UOL, 06.07.2016, veja em  http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2016/07/06/em-ano-de-cortes-verba-de-publicidade-para-midia-alternativa-cresce-40/?utm_source=emailmanager&utm_medium =email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior_14072016  ,   “Governo cortou R$ 206 milhões em publicidade da TV Globo em 2015” (UOL, 06.07.2016 veja no endereço eletrônico anterior) e “Dilma cortou R$ 591,5 milhões do gasto com propaganda federal em 2015” (UOL, 06.05.2016 veja no endereço eletrônico anterior).
 
As cifras da SECOM (Secretaria de Comunicação Social do Governo), também mostram de forma clara esses dados: 

Apesar da queda em 24,1% dos investimentos em publicidade (de R$ 2,4 bilhões em 2014 passou a R$ 1,8 bilhão em 2015), os valores destinados ao oligopólio impressionam.

Gasta-se uma fortuna em recursos públicos no financiamento de um pequeno grupo de empresas.

Um oligopólio que, em uníssono, reverbera o mesmo discurso, fortemente partidário e comprometido com os interesses de uma minoria da população, a elite econômica e financeira do país. 

Vide o golpe armado, do qual são protagonistas.

Por outro lado, considerando as cifras em jogo, investiu-se uma parte irrisória com publicidade em dezesseis veículos da mídia alternativa. Uma mídia que dialoga com parcela expressiva da população brasileira: aquela que vem votando em governos progressistas desde 2002.

Segundo dados da SECOM, em 2015, dezesseis sites e blogs progressistas receberam investimentos da ordem de R$ 10 milhões em publicidade do Governo Federal. Entre 2000 e abril de 2016, a soma desses investimentos totalizou R$ 61,7 milhões confira a tabela do UOL em   http://imguol.com/blogs/52/files/2016/07/soma-midia-alternativa-1.png?utm_source =emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior_14072016

Vale destacar que essas mídias pagam comissão de 20% para as agências de publicidade, portanto, na verdade, o valor líquido recebido foi de R$ 49,3 milhões, em dezessete (17) anos, ou seja, entre 2000 e abril de 2016, considerando os dados da matéria do UOL.

Com esses números em mente, vejamos as cifras dos repasses à oligarquia midiática brasileira (Globo, Folha, Veja, Estadão, Record, Band, Isto é, etc):

David x Golias (Administração Pública Federal X Mídia Poderosa-Globo, Folha, Estadão, Veja, Band...)
O que os números da SECOM atestam é que falta muito ainda a caminhar em termos de um efetivo investimento na comunicação plural e diversificada no Brasil. 
Como a própria reportagem da UOL reconhece, "os recursos repassados em 2016 aos sites alternativos antes do
impeachment de Dilma Rousseff já estavam muito abaixo da média dos anos anteriores". E mais: “o crescimento da mídia
alternativa em 2015 deve ser completamente revertido neste ano de 2016" (UOL, 06.07.2015).
 
Revertido pela decisão autoritária do governo golpista e interino de Michel Temer que, em uma de suas primeiras medidas, quebrou os contratos entre as estatais federais e as microempresas de comunicação alternativa. 
 
É por meio da asfixia econômica que se pretende calar as vozes dissonantes que vêm, neste momento, denunciando o golpe no país. Como alerta o professor Venício de Lima, “sites e blogs progressistas e a comunicação pública são o único respiro que existe diante da narrativa dominante da grande mídia”. 
 
“Isso incomoda, mesmo sendo uma luta de David contra Golias. Se você elimina esses sites e blogs e a comunicação pública, você vai viver uma situação praticamente totalitária, na qual haverá apenas uma voz”, complementa, Leia a íntegra da entrevista em :   http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/-u21CGovernos-autoritarios-comecam-cerceando-a-liberdade-de-expressao- u21D/4/36391&utm_source=emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign
=Boletim_Carta_Maior_14072016 

Esse risco é o maior custo do oligopólio midiático.

Duas métricas (tratar a pessoa como ser e não como  mercadoria)
 
É fundamental atentar, na leitura dessas reportagens, que os repasses federais em publicidade seguem os índices de audiência medidos pela ComScore. A lógica de mercado é defendida, com unhas e dentes, pelo oligopólio midiático. 
 
Os que lutam pela democratização da comunicação, contra a asfixia do pensamento único, representada por essas empresas, sabem que comunicação é, antes de mais nada, um direito. A nossa métrica, portanto, é outra: a da diversidade e pluralidade de opinião, conquistas e garantias da Constituição de 1988. 
 
Um direito, aliás, estruturante para uma sociedade efetivamente democrática.
 
O choque entre essas visões salta no comentário do jornalista do UOL: 
 
“Alguns dos sites alternativos apresentam um custo muito superior por visitante único no mês (...) O exemplo mais discrepante é o do site Carta Maior. A proporção entre a verba recebida do governo e a audiência é de R$ 0,21 por visitante único no mês. O valor é pelo menos 7 vezes maior do que alguns portais de notícia. (UOL, 06.07.2016)”.
 
Comparar a mídia alternativa aos portais de notícia é, no mínimo, uma leviandade. A regra universal diz: não se pode igualar os desiguais. A pluralidade é um direito constitucional e cabe ao Estado garanti-lo.
 
É impossível comparar um site como o UOL e a Carta Maior. Tratam-se de veículos completamente diferentes. Em suas páginas, o portal UOL traz conteúdos de grande apelo, como futebol, novela, sexo, fofocas... A Carta Maior é um site de análises sólidas destinadas a um público que procura um conteúdo de ponta e denso sobre diversos aspectos do Brasil e do mundo. 
 
Além disso, nós jamais tratamos os nossos leitores como mercadoria. 
 
Apenas como registro, no primeiro semestre deste 2016, a média de permanência neste site é de quase cinco muitos de leitura (4 minutos e 52 segundos). Não somos, como os portais da grande mídia, um site de notícias com manchetes, que em muitos casos, destoam do próprio conteúdo apresentado no corpo do texto. Algo, aliás, que expressa a politicagem barata realizada por esses portais.
 
Audiência 
 
Para sites e blogs da mídia alternativa é preciso ser aplicada outra regra. A comparação maliciosa entre os índices de audiência dos veículos da grande mídia e da mídia alternativa, parte, já de início, de um pressuposto, no mínimo, equivocado.
 
O grande público talvez não saiba, mas os profissionais de comunicação sabem muito bem que a ComScore é uma ferramenta destinada a grandes empresas. Sabem, também, que os contratos da SECOM se dão a partir de visualizações de página, não de visitantes únicos. 
 
A Carta Maior se utiliza de outra métrica: o Google Analytics, da empresa Google, a maior empresa de tecnologia do mundo. 
 
Por amor ao debate, só para exemplificar, enquanto o ComScore atribuiu à Carta Maior 368 mil visitantes únicos em dezembro de 2015; o Google Analytics registrou 600.845 visitantes únicos. Confira a tela do Google Analytics em:
http://imguol.com/blogs/52/files/2016/07/revistas-1-1.png?utm_source=emailmanager&utm_medium =email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior_14072016
 
Por outro lado, a planilha do jornalista Fernando Rodrigues “se equivoca” ao afirmar que Carta Maior recebeu, no ano de 2015, R$ 919,4 mil, quando, na verdade, recebeu R$ 749, 1 mil, por óbvio, já deduzidos os impostos. 
 
Portanto, o cálculo apresentado faz comparações indevidas e utiliza-se de números inverídicos. O uso desse tipo de argumento caracteriza a má fé, habitual nos veículos do oligopólio midiático. 
 
No ar desde 2001 e pioneira nas redes, a Carta Maior continuará cobrando o cumprimento da obrigação constitucional do Estado, de garantir a pluralidade de vozes e, também, de impedir a prática do oligopólio econômico em uma área tão sensível como a da Comunicação.

TVs Abertas
 
Os números divulgados pelas reportagens do UOL também permitem uma boa dimensão da realidade das emissoras da TV Aberta, as mesmas que sempre foram contra e hoje clamam pelo desmonte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 
 
De longe, líder no ranking do recebimento de publicidade e patrocínios do Governo Federal, a Rede Globo, desde o ano 2000, levou R$ 8,3 bilhões em publicidade confira a tabela do UOL em  http://imguol.com/blogs/52/files/2016/07/tv-aberta-12.png?utm_source=emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior_14072016  . Apenas a título de comparação, a Record, segunda em termos de repasses, contou com R$ 2,5 bilhões neste período, seguida pelo SBT (R$ 2,3 bilhões), Band (R$ 1,5 bilhão) e RedeTV! (R$ 553 milhões).
 
Em 2015, o total gasto em publicidade com essas emissoras chegou a R$ 875,4 milhões. Todassofreram redução em verbas publicitárias ou de patrocínio no ano passado. No caso da Globo, essa redução significou uma queda de 34% em comparação com 2014, totalizando, mesmo assim, um repasse de R$ 396, 5 milhões, como aponta a reportagem do UOL UOL, 06.07.2015, veja em  http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2016/07/06/governo-cortou-r-206-milhoes-em-publicidade-da-tv-globo-em-2015/?utm_source=emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign =Boletim_Carta_Maior_14072016  .
 
Várias causas explicam a redução. Quem não se lembra das dificuldades de caixa do Governo Federal em 2015? 
 
Dificuldades que, inclusive, levaram ao adiamento do pagamento do primeiro lote residual das restituições do Imposto de Renda VALOR, 26.01.2015, veja em  http://www.valor.com.br/brasil/3877546/com-dificuldade-de-caixa-governo-adia-restituicao-do-ir?utm_source=emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior_14072016  .
 
E o que dizer do atraso de três meses na aprovação do orçamento da União pelo Congresso Federal? Em março, até o Jornal Nacional divulgava as consequências do atraso para a área de educação JN, 09.03.2015, veja em
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/03/atraso-na-aprovacao-do-orcamento-prejudica-universidades-federais.html?utm_source=emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior_14072016  . 
 
Também é impossível falar da redução das verbas de publicidade sem considerar que a Petrobras, uma das maiores anunciantes, quase quebrou devido às consequências da Operação Lava Jato. O que dizer do verdadeiro terrorismo contra a estatal, praticado pelas grandes empresas de comunicação, com direito a previsões catastróficas dos chamados "especialistas" em economia? 
 
Note que até mesmo a Fórmula 1 a Petrobras deixou de patrocinar, como detalha a reportagem da jornalista Helena Sthephanowitz, da Rede Brasil Atual confira aqui em  http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2015/11/petrobras-deixa-a-globo-sai-das-transmissoes-da-formula-1-e-piora-crise-265.html?utm_source=emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign=
Boletim_Carta_Maior_14072016  .
Além disso, o Governo Federal, que seria o maior anunciante das Olimpíadas, já voltou atrás, o que influi diretamente nas contas da Rede Globo.
 
Em suma: O oligopólio midiático alimentou, em parte, o mostro que o devorou.

Portais e jornais (UOL da Folha, G1 da Globo, Terra, iG, R7 da Record)
 
Nos últimos 17 anos, o total investido em apenas sete portais da mídia oligárquica -  UOL, G1, Terra, iG, MSN, R7, Yahoo! – chegou a R$ 531,9 milhões. Em 2015, esses sete portais receberam R$ 71,2 milhões, confira a tabela do UOL em  http://imguol.com/blogs/52/files/2016/07/portais-44.png?utm_source=emailmanager&utm_medium =email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior_14072016
 
Impressiona, também, o valor da publicidade gasta nos quatro principais jornalões do país cujo discurso, francamente, é de um alinhamento partidário impecável. Basta ver as estatísticas do Manchetômetro publicado no site Carta Maior, a ferramenta que mostra quão partidária é a imprensa brasileira.
 
Em 2015, a Folha de S. Paulo contou com R$ 13,6 milhões (R$ 5,5 milhões apenas no online) em contratos de publicidade; O Globo, R$ 12,8 milhões (R$ 3,7 milhões no online); O Estadão, R$ 10,8 milhões (R$ 3,4 milhões no online); e o Valor Econômico, R$ 9 milhões (R$ 1,1 milhão no online). 
 
Se fosse possível comparar, poderíamos dizer que o pensamento único expresso, muitas vezes com as mesmas manchetes, pelos jornais Estadão, Folha e Globo, recebeu dos cofres públicos R$ 37,2 milhões. Esse valor equivale ao triplo do que recebeu o pluralismo político (artigo 1º, item V, da CF)garantido pelos dezesseis veículos da mídia alternativa. 


Considerando todos os jornais (impresso e online) do país, em 2015, foram repassados R$ 89 milhões. Desse montante, Folha, Estadão, O Globo e Valor abocanharam R$ 46,4 milhões, confira a tabela do UOL em
http://imguol.com/blogs/52/files/2016/07/soma- jornais.png?utm_source=emailmanager&utm_medium =email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior_14072016  . 
 
Mas aqui há uma perversa novidade: apenas o Facebook contou com R$ 44,6 milhões, quase o mesmo montante destinado aos jornalões, UOL, 06.07.2015  em
http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2016/07/06/facebook-fatura-r-446-milhoes-com-publicidade-do-governo-federal-em-2015/?utm_source=emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior_14072016 . 
 
O crescimento vertiginoso da rede social, principalmente o Facebook, inclusive em termos de publicidade, reflete o risco à neutralidade da Internet, conquistada arduamente no Governo Dilma, com a votação do Marco Civil. É o Facebook que decide o que será destacado. Além disso, o sistema suprime o debate entre os diferentes, construindo guetos em torno das mesmas ideias. 
 
Revistas semanais (Veja, Isto é, Época
 
Exemplar, também, é o caso das revistas semanais. Entre 2000 e abril de 2016, o panfleto político VEJA contou com cerca de R$ 500 milhões em publicidade federal. A Época com R$ 231,2 milhões. A IstoÉ com R$ 201,5 milhões. confira a tabela do UOL em    http://imguol.com/blogs/52/files/2016/07/revistas-1-1.png?utm_source =emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior_14072016
 
Juntas, essas três revistas receberam R$ 928,6 milhões nos últimos dezessete anos.
 
A reportagem destaca que, em 2015, VEJA contou com R$ 4,6 milhões em publicidade estatal, sofrendo uma redução nesses repasses em relação a 2014, quando recebeu R$ 21,2 milhões. Há quem se espante com a redução. 
 
Mas, há também quem se espante com o repasse da vultosa soma de R$ 4,6 milhões, mesmo após o periódico ter passado por cima de todos os limites da ética jornalística. 
 
Quem não se recorda da capa “Eles sabiam de tudo”, divulgada 72 horas antes das eleições presidenciais e 48 horas após a delação do doleiro Alberto Youssef? Capa que foi mote de várias reportagens da mídia, às vésperas da eleição, no intuito claro de prejudicar a então candidata Dilma Rousseff, nos primeiros passos do golpe, O GLOBO, 23.10.2014  veja em  http://oglobo.globo.com/brasil/veja-doleiro-diz-que-dilma-lula-sabiam-de-tudo-14341970?utm_source =emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior_14072016  .
 
E pior: esses R$ 4,6 milhões recebidos pela VEJA em 2015 é quase metade dos R$ 10 milhões investidos em dezesseis veículos da mídia alternativa naquele ano. 
 
Isto é Bolivarianismo? 


http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia/Quanto-custa-o-oligopolio-midiatico-/12/36427