Páginas

11.06.2015

A democracia na Améria Latina sobreviverá contra o golpe da imprensa



  • Ignacio Ramonet: maior batalha da esquerda na América Latina é contra 'golpe midiático' 
  • Quanto a emissora Telesur, o jornalista francês do Le Monde falou sobre comunicação e avanço popular na região 

por Pedro Aguiar de Quito/Equador - Sociedade e Liberdade de Expressão

O maior confronto enfrentado na América Latina atualmente é “a batalha midiática”, desde pelo menos o ano de 2002, quando a tentativa frustrada de derrubar o governo na Venezuela deu início a um novo tipo de golpe de Estado, o “golpe midiático”, transferindo aos meios de comunicação privados o papel de partido político nas oposições aos governos.
A avaliação foi feita pelo jornalista e professor Ignacio Ramonet, ex-editor do jornal Le Monde Diplomatique, quando esteve no evento “Comunicação e Integração Latino-Americana”, realizado no Equador há algum tempo.
Organizado pelo Ciespal (Centro Internacional de Estudos Superiores da Comunicação para a América Latina), foi comemorado na ocasião os dez anos de fundação da Telesur, canal multinacional de televisão mantido por diversos governos da região. Fundada por iniciativa de alguns países, três anos após o golpe fracassado na Venezuela, a emissora nasceu com o papel de promover uma alternativa na cobertura das notícias latino-americanas, feita por jornalistas e comunicadores da própria região.
Agência Andes (arquivo/2012)
Ex-editor do 'Le Monde Diplomatique', Ignacio Ramonet é jornalista e professor espanhol radicado na França
“Nos últimos 15 anos, todos os governos progressistas que chegaram ao poder democraticamente na região vêm sendo mantidos por via eleitoral. Nenhum deles foi derrotado nas urnas. Por isso, a resistência à mudança vem sendo cada vez mais brutal, apelando para novos tipos de golpes, alguns com fachada judicial, parlamentar, e sempre com forte ajuda da mídia”, disse Ramonet, lembrando os casos do Paraguai, Honduras e investidas recentes no Equador, Argentina e no Brasil.
Ao lado de Ramonet, a presidente da empresa, Patricia Villegas, lembrou que as principais coberturas do canal até agora foram justamente em países que não participam do consórcio, como a campanha militar contra a guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o golpe contra o presidente Manuel Zelaya, em Honduras, em 2009.
“Naquele momento, o mundo só pôde acompanhar o que acontecia em Honduras, minuto a minuto, graças ao sinal da Telesur. Porque as emissoras privadas globais ou não estavam lá, e as que estavam preferiam ignorar”, disse.
Para Ramonet, o grande mérito da Telesur ao longo dessa década foi oferecer “uma outra leitura” sobre os acontecimentos da América Latina e do mundo, fugindo das perspectivas de redes privadas como CNN, Fox News, Rede Globo, Rede Record, Jornal Folha, Jornal Estadão, Revista Veja, Jornal New York Times, Jornal El Clarin  entre outros que, para ele, seguem praticamente a mesma linha midiática.
“Estou convicto de que a CNN vai desaparecer, não por falta de capital, mas por falta de audiência”, previu Ramonet, para a plateia de jornalistas, intelectuais e estudantes reunida no auditório equatoriano. “A Telesur não tem concorrência. Esse é o sonho de qualquer canal. Porque as outras fazem mais ou menos a mesma coisa”, deixando de utilizar a criatividade e o bom senso.
'Convergência digital'
Segundo o jornalista — que é espanhol mas vive radicado na França desde 1972 —, a maior mudança na comunicação nos últimos dez anos foi a integração das várias plataformas, a chamada “convergência digital”: smartphones, tablets e computadores, que tiraram da televisão o posto de tela principal da mídia. E, se antes as inovações tecnológicas estouravamapareciam primeiro nas cidades ricas da Europa e dos EUA, aponta Ramonet, agora já são disseminadas simultaneamente nas grandes metrópoles da América Latina, Ásia, Índia, China e de outras regiões em desenvolvimento.
“As novas plataformas abandonam a continuidade que obrigava o espectador a assistir tudo linearmente; agora ele pode ver o que quiser, na ordem que quiser. Os canais que se adaptarem melhor são os que têm mais chance de sobreviver”, aponta.
Patricia Villegas enfatizou que a adaptação às novas plataformas é uma de suas maiores preocupações da Telesur. “Não adianta fazer conteúdos-espelho ou replicar informações, que se repetem de forma idêntica na TV, na web, no Facebook, no Twitter, no Google. Os conteúdos precisam ser complementares e diferentes, porque o público procura formas diferentes de informação”, disse ela.
Divulgação/Ciespal
Congresso 'Comunicação e Integração Latino-Americana' em Quito, capital equatoriana
A Telesur celebra também o início da produção de conteúdos em inglês. “Não estamos traduzindo informações, mas produzindo diretamente em inglês”, enfatizou Patricia Villegas. Segundo ela, a entrada na esfera anglófona sinaliza a intenção da empresa em ampliar sua presença global. Por enquanto restrita ao site e às redes sociais, a Telesur em inglês iniciou transmissões também como canal de televisão, com sede em Quito no Equador.
Sul geopolítico
“Na América Latina, vários intelectuais e lideranças políticas têm o vício de só ver a relação regional com o 'gigante do norte', os Estados Unidos. Mas também é extremamente importante considerar nossa relação com a China, a África, o Oriente Médio. A Telesur tem a tarefa de transportar a missão progressista da América Latina para o resto do mundo”, disse Ramonet.
Justamente por isso, Villegas diz que o canal continua expandindo seu universo de pautas para outras regiões, como o ataque da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, e mais recentemente na crise financeira da Grécia, quando o canal enviou jornalistas para Atenas e investiu na cobertura ao vivo. “Às vezes perguntam aos nossos repórteres: 'O que vocês estão fazendo aqui?'. Estamos aqui porque a nossa ideia de 'sul' não é apenas geográfica, mas principalmente geopolítica. Enxergamos a informação como um serviço, e não como mercadoria”, além de esclarecer a atual situação econômica mundial, a geopolítica dos países participantes dos Bric's, as guerras na Ásia e África, imigração para a Europa, entre outros assuntos da atualidade mundial.
“Durante muito tempo na América Latina, o jornalismo era um privilégio das emissoras privadas, e as TVs públicas ficavam relegadas à programação educativa, cultural e folclórica. Daí a importância de investir em produzir informação numa tela pública e educativa. Não se trata de um monólogo do Estado, mas de dar voz também aos grupos comunitários, como indígenas e afrodescendentes, contra a folclorização dessas comunidades”, concluiu Patricia Villegas.
Da teoria à prática
“É fundamental a teoria que reflete sobre a prática para dar-lhe sentido e compreender melhor a realidade para fazer diferente”, comentou Ramonet.
O diretor do CIESPAL, o espanhol Francisco Sierra, refletiu a tentativa de descrédito sobre a Telesur e outras mídias públicas, assim como contra as iniciativas de regulação e democratização da mídia pelos governos da “guinada progressista”, lembrou o ataque da mídia privada feito contra a campanha da Nova Ordem Mundial da Informação e Comunicação (NOMIC) e o Relatório MacBride da Unesco (Órgão da ONU para Educação, Ciência e Cultura), entre os anos 70 e 80.
Ele recordou o legado do comunicólogo boliviano Luis Ramiro Beltrán (falecido), que não apenas teorizou sobre a comunicação latino-americana, mas ajudou a promover fóruns e encontros internacionais para criar iniciativas práticas de alternativas midiáticas na região naquela mesma época. “É importantíssimo aprendermos e nos inspirarmos com os processos de democratização da comunicação em curso em outros países da América Latina. O congresso permite esse diálogo”, disse Pasti ao jornal Opera Mundi.
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/41125/ignacio+ramonet+maior+batalha+da+esquerda+na+america+latina+e+contra+golpe+midiatico.shtml

11.04.2015

Manipulação da sociedade não será derrotada pelo Direito Penal, diz juiz argentino


  • É mentira dizer que a corrupção será derrotada com o Direito Penal
porO Jornal de todos Brasis- site de notícias - Sociedade e Cidadania Jurídica (fonte no final do texto)

Foto enviada por Webster Franklin - Do Conjur

Por 

Citado constantemente na jurisprudência penal brasileira, o ministro aposentado da Suprema Corte da Argentina Eugenio Raúl Zaffaroni não economiza frases de efeito. Não apenas pela fala simples e direta, mas pelo pensamento bem organizado. Com opiniões fortes, o jurista argentino falou com exclusividade à revista eletrônica Consultor Jurídico sobre questões atualíssimas na Justiça brasileira, como a delação premiada, a figura do juiz de instrução, a escalada do punitivismo e o combate à corrupção.
Na Argentina, a delação premiada é traduzida pela figura do “arrependido”, segundo o Código Penal do país. Para o ministro aposentado da Suprema Corte do país, quem resolve colaborar com a Justiça em troca de benefícios como redução de pena é, sem meias palavras, um um psicopata, porque “não respeita sequer as regras da ética mafiosa para negociar a sua impunidade”. 
Ainda assim, todas as garantias desse réu precisam ser respeitadas, pois a quebra das garantias em um processo pode coloca em risco todo procedimento. “Talvez, respeitando as garantias, algum corrupto possa fugir ou ficar impune. Mas, quebrando as garantias, suja-se todo o procedimento”.
Ele conta que, na Argentina, órgãos de direitos humanos exigiram procedimentos extraordinários e lei especial para julgar quem cometeu crimes durante a ditadura militar argentina, nos anos 1970 e 1980, chamados por ele de “genocidas”. Zaffaroni explica que os juízes resistiram à pressão para os julgamentos não serem questionados depois pelos réus. “Eles foram condenados segundo o Código Penal, o Processo Penal, por juízes naturais e com garantia de defesa. O genocida preso não pode falar hoje que foi condenado por processo político.”
Na opinião do criminalista, que esteve recentemente no Brasil para participar de um evento sobre garantia do direito de defesa organizado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em Brasília, para se combater a corrupção seriamente é preciso melhorar o sistema institucional de controle, porque o Direito Penal entra em cena quando o crime já foi cometido. Para Zaffaroni, é mentira dizer que a corrupção vai ser derrotada com o Direito Penal, porque a punição do corrupto não vai acabar com a prática do crime.
Leia a entrevista:
ConJur — Quais são os riscos das quebras das garantias constitucionais dos acusados?
Raul Zaffaroni —
 Isso cria e reforça a suspeita de que houve manobra política. O criminoso, seja um genocida ou corrupto, deve ser condenado, respeitando-se as garantias para que não surjam dúvidas. Hoje, ninguém consegue desviar milhões e milhões em dinheiro, transferir grandes quantias em dólares sem deixar marcas, é impossível. Não é preciso meios extraordinários nem de quebra de garantias para punir quem cometeu crimes.
ConJur — Como o senhor vê o que está acontecendo no Brasil atualmente em relação à operação “lava jato”? Aponta-se que algumas garantias processuais não estão sendo respeitadas.
Raul Zaffaroni —
 É um erro, porque vai ficar a dúvida sobre a clareza do julgamento. Talvez, respeitando as garantias, algum corrupto possa fugir ou ficar impune. Mas, quebrando as garantias, suja-se todo o procedimento, esse é o grande problema.
ConJur — A pressão é grande para que elas sejam quebradas, não?
Raul Zaffaroni —
 Na Argentina, alguns órgãos de direitos humanos exigiam procedimentos extraordinários e lei especial para julgar os genocidas da ditadura militar. Defendemos que não poderíamos fazer isso. Eles foram condenados segundo o Código Penal, o Processo Penal, por juízes naturais e com garantia de defesa. O genocida preso não pode falar hoje que foi condenado por processo político.
ConJur — Reduções ou até esquecimento dos direitos individuais são justificáveis para combater a corrupção?
Raul Zaffaroni —
 Para combater a corrupção seriamente é preciso antes melhorar o sistema institucional de controle porque o Direito Penal sempre chega tarde, quando o dano já está feito. É como dizer que punindo o genocida, evita-se o genocídio. É justo punir o genocida e o corrupto, mas não vai prevenir a corrupção nem evitar o genocídio. É mentira dizer que a corrupção vai ser derrotada com o Direito Penal.
ConJur — O discurso hermético de juízes e advogados esconde a falta de conhecimento técnico ou é intencional para não se comunicar com a sociedade?
Raul Zaffaroni —
 É um dialeto cheio de eufemismos, as coisas mudam de nome. Algumas pessoas não falam assim por má vontade, aprenderam a falar esse dialeto e não sabem se comunicar de modo diferente. Outras aproveitam o dialeto para ocultar coisas. No tempo da inquisição, registrava-se nas atas que a declaração havia sido espontânea, mas ocultavam que tinha sido feita depois de tortura. Eu já invalidei declarações policiais que diziam “num espontâneo afã por confessar”. Era uma fórmula usada pela polícia na época da ditadura. A pessoa fez a declaração porque foi violentada.
ConJur — Qual é a opinião do senhor sobre a delação premiada? A figura do arrependido, como é chamada na Argentina.
Raul Zaffaroni —
 Não é só um arrependido, é um criminoso relevante, porque quem faz a delação está no núcleo do esquema criminoso, não é um marginal que assinou alguma coisa ou que levou uma malinha. É também psicopata, porque não respeita sequer as regras da ética mafiosa para negociar a sua impunidade em troca de informações que não são confiáveis.
ConJur — Existe atualmente uma escalada de punitivismo?
Raul Zaffaroni —
 A escalada tem um pouco de terrorismo midiático e corresponde a um modelo de sociedade. Se quisermos ter uma sociedade 30% incluída e 70% excluída, precisamos punir mais, para conter os 70% que ficam de fora. Se nós pensarmos em uma sociedade mais ou menos inclusiva, com Estado de bem estar social, outro grau de punitivismo é aplicado.
ConJur — O Processo Penal perdeu legitimidade?
Raul Zaffaroni —
 Ele tem alguns problemas. Na Argentina, o Processo Penal permite detenções preventivas longas e possibilitando uma pena antecipada. A maioria dos presos está nessa situação. Não são condenados. Nesse sentido, acho que perdeu legitimidade. Um novo Código de Processo Penal argentino começará a valer no começo do próximo ano, talvez esses problemas sejam resolvidos. Existe hoje o juiz instrutor, que é uma figura fascista, napoleônica.
ConJur — Por quê?
Raul Zaffaroni —
 Alonga a instrução por cinco, seis anos. É incrível, mas acontece. Mesmo que o sujeito não esteja preso, estar sob processo durante muito tempo é um castigo. Ele não pode sair do país, cada vez que quiser, tem que pedir permissão. É um absurdo.
ConJur — O juiz que participa da instrução pode participar do próprio julgamento do caso ?
Raul Zaffaroni —
 Não, porque está apaixonado pelo seu trabalho. Ele fez a investigação, juntou as provas, tem a convicção de que o sujeito é um assassino, não pode julgá-lo de forma neutra. A instrução é um trabalho de paciência, é natural apaixonar-se pelo trabalho feito, pela obra realizada.
ConJur — Por que surgem juízes justiceiros e midiáticos?
Raul Zaffaroni —
 Pode ser uma patologia. Não são loucos, mas neuróticos. São atraídos pela possibilidade de fama, de entrar para a política, fazer discursos.
ConJur — É bom para a democracia o Judiciário ser protagonista?
Raul Zaffaroni —
 O Judiciário sempre é protagonista porque é um ramo do Estado. Cada julgamento, cada sentença é um ato de governo. O Judiciário é político nesse sentido. Outra coisa é partidarização, quando também assume uma atitude opositora ao governo ou até golpista. E tem também o problema do juiz que quer virar estrela. O Judiciário é como o bandeirinha e juiz em uma partida de futebol. Não é jogador, mas necessário, porque sem eles não há jogo.
ConJur — O Direito Penal do Inimigo tem ganhado espaço nos tribunais?
Raul Zaffaroni —
 Sempre temos aplicado. O inimigo é encontrado quando se vai à cadeia. A seletividade do sistema penal atinge as classes sociais mais vulneráveis, geralmente os presos são os mais pobres, que têm menos tempo de estudo e, portanto, praticam os crimes mais grosseiros, que são mais fáceis de ser descobertos. O sistema penal é seletivo sempre, é estrutural, no Brasil, Argentina ou China, no mundo todo. Fala-se muito em responsabilidade penal das pessoas jurídicas. É um risco, porque vai acabar castigando apenas a pequena e média empresa, o pequeno e médio empreendimento, que é mais vulnerável.
ConJur — Porque as grandes empresas vão ter condições de se defender...
Raul Zaffaroni —
 Os maiores são invulneráveis. Podemos estar criando um filtro que vai destruir os pequenos e médios empreendimentos, que são os maiores empregadores.
ConJur — A sociedade contemporânea tem vontade de vingança?
Raul Zaffaroni —
 O poder punitivo e o sistema penal canalizam a vingança, que faz parte da condição humana. A mídia, porém, exacerba a vingança, alimenta esse desejo. Os meios de comunicação monopolizados fazem parte de um modelo de sociedade excludente. Não estou falando de jornal, porque a cada dia lê-se menos. Falo da televisão, o grande monopólio televisivo, seja Rede Globo, Clarín, Azteca ou Televisa, que faz parte do capital transnacional pelo volume dos seus negócios. Esse modelo precisa ter um sistema punitivo forte como forma de contenção dos excluídos. Os meios de comunicação não têm culpa, o culpado é o Estado, que permite a formação dos monopólios.
ConJur — O senhor poderia fazer uma comparação em relação a criminalidade na Argentina e no Brasil?
Raul Zaffaroni —
 A realidade argentina de criminalidade violenta é menor, com um índice de homicídios de 7,5 por 100 mil. Mas há pequenas semelhanças, como a concentração de homicídios nas favelas, “villas misérias” como são chamadas lá, embora haja menos favelados do que no Brasil.
ConJur — O que o senhor acha da redução da maioridade penal?
Raul Zaffaroni — Na Argentina querem reduzir de 16 anos para 14. Brinco que deve valer também para fetos, porque alguns são agressivos. Em Buenos Aires, há uma incidência baixa de homicídios cometidos por menores de 16 anos. É absolutamente irrelevante, mas existe a campanha pela redução. O regime militar reduziu a maioridade penal para 14 anos em 1976 e em 1980 teve que voltar atrás.
http://jornalggn.com.br/noticia/corrupcao-nao-sera-derrotada-pelo-direito-penal-diz-juiz-argentino

Sobre programas e vírus na internet - origem, história, prejuízos...e para que servem



rp_virus-origem-internet_2015-02-12-14-37-16.jpg 

  • Conheça mais sobre os vírus nesta lista, para ter noção desses malwares ou programas que se introduzem no sistema de informática

do Blog da PSafe - Sociedade e Tecnologia de Informações - (fonte no final do texto)

A internet revolucionou o mundo e hoje não é mais possível viver sem ela. Mas a grande rede tem vilões que tiram o sono de muita gente: os vírus. Eles evoluíram desde suas origens, a níveis de sofisticação e de destruição. Os vírus também adaptaram seus objetivos e sua capacidade de infectar de forma perfeita os computadores.
O vírus mais antigo que se tem conhecimento vem de 1971, mas chegou a ser generalizado durante os anos 1980, quando os computadores pessoais se tornaram acessíveis nos países mais desenvolvidos. A popularização das máquinas pessoais permitiu que os vírus se propagassem muito mais rápido, particularmente tendo a vantagem daqueles que não sabiam muito a respeito da nova tecnologia.
O primeiro grande passo de vírus baseado na internet foram os que se propagam através de e-mails. O modo mais presente de infecção não mudou quase nada ao que é utilizado hoje, onde um documento infectado, um DOC, por exemplo, é anexado a uma mensagem que tem forte apelo para que seja baixado. Uma vez que o usuário faça o download, o vírus usa o computador infectado para replicar e estender-se o máximo possível. No ano 2000, os vírus como Melissa e ILOVEYOU causaram estragos importantes usando este método.
O surgimento de worms, uma forma de malware ou software infectado que é propagado através de redes da internet, foi o passo seguinte no desenvolvimento de vírus. Usando os buracos em sistemas operacionais ou softwares, os worms exploram estas debilidades e se replicam movimentando-se de máquina para máquina através da rede. Criam uma porta traseira em qualquer computador que encontram no seu caminho, permitindo que mais softwares prejudiciais entrem no computador depois.
Desse modo, até parece que os worms são incontroláveis, mas saiba que as defesas contra eles melhoraram nos últimos anos já que os antivírus se tornaram mais sofisticados.
Mas, antes de você conhecer os vírus que assustam o mundo da informática, é preciso destacar a forma de cada um deles.

Joke Program


Joke programs são programas ou códigos criados para causar danos temporários ao sistema operacional, como travamentos e mudanças inesperadas de comportamento. Os códigos dessa categoria não causam nenhum dano real ao computador.

 Adware


Adware é qualquer programa que executa automaticamente e exibe uma grande quantidade de anúncios (ad  anúncio, software = programa) sem a permissão do usuário

Backdoor (Porta dos Fundos)


Backdoor é um recurso utilizado por diversos malwares para garantir acesso remoto ao sistema ou à rede infectada, explorando falhas críticas não documentadas existentes em programas instalados, softwares desatualizados e do firewall para abrir portas do roteador

Morris


Ano de lançamento: 1988
Categoria: Worm
Criador: Robert Morris
Prejuízo causado: entre US$ 10 e US$ 100 milhões
Curiosidades: a história conta que o vírus foi criado por Robert Morris, em 1988, e que foi desenvolvido sem a intenção de cometer crimes cibernéticos. Na verdade, Morris tentava medir o tamanho da internet. A partir de uma falha nos códigos do software, milhões de computadores, até os da NASA, foram infectados, paralisando todos os recursos da rede ao redor do mundo.

Browser Hijacker (sequestro do navegador)


Browser Hijacker é um tipo de vírus que tem por objetivo a alteração das principais configurações do navegador. Quando instalado, altera a homepage e os mecanismos de busca. Exibem anúncios em sites legítimos e redirecionam a vítima para sites maliciosos que podem conter exploits ou outras pragas digitais

Cavalo de Troia (Trojan Horse)


Conhecidos por normalmente responder pelo primeiro estágio de infecção de dispositivos digitais, os Cavalos de Troia têm como objetivo manter-se ocultos enquanto baixam e instalam ameaças mais robustas em computadores e laptops. Podendo vir em arquivos de música, mensagens de e-mail, escondidos em downloads e sites maliciosos, se aproveitam de vulnerabilidades do navegador utilizado para instalar a praga no computador

Rogue Security Software


Rogueware é um vampiro que busca sugar suas informações confidenciais para roubar dinheiro. Estes softwares maliciosos se passam por programas de segurança (como antivírus ou antispywares) e de otimização, e são abertos sem a interferência do usuário, exibindo resultados de uma varredura por vírus, que mostram a detecção de diversas infecções – que na verdade não existem, ou de diversas otimizações disponíveis para “turbinar” o computador

Rootkit


Rootkit são trojans que utilizam métodos avançados de programação para serem instalados em camadas profundas ou não documentadas do sistema operacional.  Seus aspectos mais devastadores são sua capacidade de se autorrecuperar, reinstalando-se mesmo após limpeza do computador e sua rápida disseminação

Spyware


Os spywares são programas espiões utilizados para captar informações sobre os costumes dos usuários na internet, com o propósito de distribuir propaganda “customizada”

Time Bomb


Time Bomb é um malware de contagem regressiva. Uma ameaça programada para ser executada em um determinado momento no sistema operacional, causando-lhe danos

Worm (verme)


Os worms podem se autorreplicar sem a necessidade de infectar arquivos legítimos, criando cópias funcionais de si mesmos. Essas características permitem que os worms se espalhem por redes de computadores e drives USB. Também podem ser distribuídos por mensagens de e-mail, criando anexos maliciosos e os enviando para as listas de contato da conta invadida

Greyware


Semelhante ao malware, situa-se na chamada zona cinzenta, entre o software normal e um vírus, causando mais irritação que problemas, como programas de piada e adware. Greyware refere-se a uma ampla gama de programas que são instalados sem o consentimento do usuário e rodam em seus computadores

Keylogger


Os keyloggers são programas de computador capazes de monitorar, armazenar e enviar todas as teclas digitadas pela vítima para um cracker. Atualmente, os keyloggers são incorporados em outros códigos maliciosos como trojans, para o roubo de logins ou dados bancários

Macros


Os Macros são uma série de comandos automatizados que podem ser configurados em softwares como Word e Excel. Dessa forma, muitos documentos com instruções maliciosas podem ser criados, infectando outros arquivos ou executando ações prejudiciais toda vez que eles forem executados. Em sua grande maioria, a ação é realizada ao abrir ou fechar um documento dessa extensão

Ransonware


Os Ransomwares são códigos maliciosos que sequestram arquivos ou todo o sistema da vítima por meio de técnicas de criptografia. Após o “sequestro”, o malware exibe mensagens exigindo o depósito de uma quantia em dinheiro, ou a compra de um determinado produto, prometendo o envio de senha que irá liberar os arquivos. Porém, mesmo após o pagamento, a vítima não recebe senha alguma

Trojan Banking


É o trojan caracterizado pelo roubo de dados bancários, de sites de compras, redes sociais e servidores de e-mail. As técnicas são as mesmas de um trojan comum, sendo distribuído como um programa ou arquivo legítimo, em sites infectados ou mensagens de e-mail

Vírus Stealth


Vírus Stealth são malwares que utilizam técnicas de programação para evitar a detecção por ferramentas de segurança. A maioria utiliza métodos de criptografia, embaralhando o código para que o antivírus não o reconheça como malicioso

Ficha técnica dos vírus mais destrutivos da história

Considerados os maiores vilões da história da informática, ao longo do tempo os vírus foram sofrendo mutações e se tornaram cada vez mais agressivos e temidos pelos usuários de computador.
Os vírus começaram a ser difundidos por motivos diversos, principalmente pelo aumento do número de usuários de PCs e o interesse em baixar novos jogos a partir de programas de autorreplicação. Neste cenário, é que dois irmãos criaram o primeiro vírus de computador. O vírus de boot que infectava o setor de inicialização do disco rígido e sua propagação era feita por meio de disquete.

Melissa


Ano de lançamento: 1999
Categoria: Vírus
Criador: David L. Smith
Prejuízo causado: US$ 1 bilhão
Curiosidades: em 1999, David L. Smith criou o Melissa. O vírus foi enviado por e-mail e tinha a capacidade de se multiplicar em arquivos de Word, Excel e Outlook. Por onde o Melissa passava, desligava todos os sistemas de e-mails, causando sobrecarga nos servidores da internet.

Eu te amo (I Love you)


Ano de lançamento: 2000
Categoria: Vírus
Criador: Estima-se que alguém das Filipinas, mas nada foi confirmado até hoje
Prejuízo estimado: entre US$ 6 e US$ 9 bilhões
Curiosidades: nada romântico, um programador de Manila, capital das Filipinas, criou o vírus ‘Eu te amo’, em 2000. Este foi um mais problemáticos espalhados ao redor do mundo. Os usuários recebiam um e-mail nomeado ‘Eu te amo’. Além de pessoas comuns, diversos órgãos do governo foram atacados, inclusive a CIA. Foi preciso deixar de usar seu sistema de e-mails para deter a proliferação.

Code Red


Ano de lançamento: 2001
Categoria: Worm
Criador: Acredita-se que tenha aparecido na China
Prejuízo causado: US$ 3 bilhões
Curiosidades: este vírus ganhou nome quando pesquisadores da eEye Digital o descobriram. Na ocasião, estavam tomando uma bebida chamada Code Red Mountain Dew. O Code Red infectava sistemas que rodavam o software de servidores e deixava a seguinte mensagem: “Hacked by Chinese!”.

CIH


Ano de lançamento: 1998
Categoria: Vírus
Criador: Chen Ing Hau
Prejuízo causado: US$ 20 a 80 milhões
Curiosidades: o vírus também ficou conhecido como Chernobyl.  Considerado o mais devastador do que outros vírus, o CIH era capaz de deletar dados do computador infectado e, em alguns casos, causando a perda total da máquina.

Slammer


Ano de lançamento: 2003
Categoria: Worm
Criador: Desconhecido
Prejuízo causado: Desconhecido.
Curiosidades: este vírus deixou a Coreia do Sul sem internet por 12 horas. O Slammer aproveitava a fragilidade no Microsoft SQL Server para infectar, tornando os computadores inoperantes.

Blaster


Ano de lançamento: 2003
Categoria: Worm
Criador: Xfocus, grupo hacker chinês
Prejuízo: entre US$ 2 a US$ 10 bilhões
Curiosidades: foi criado com o propósito de atacar os sistemas Windows da Microsoft. Por onde passava deixava a seguinte mensagem: “Bill Gates, why do you make this possible? Stop making money and fix your software!!”, ou em tradução ao pé da letra,  “Bill Gates, por que você fez isso ser ‘possível’? Pare de fazer dinheiro e corrija seu software!”.

Sasser


Ano de lançamento: 2004
Categoria: Worm
Criador: Sven Jaschan
Prejuízo: US$ 10 milhões
Curiosidades: o vírus ataca computadores com o sistema operacional Windows. Ficou famoso também por ter sido responsável pelo cancelamento do voo da Delta Airlines, interromper serviços de mapas da Guarda Costeira da Inglaterra e cortar a comunicação por satélite da agência de notícias France-Press.

Nimda


Ano de lançamento: 2001
Categoria: Worm
Criador: Desconhecido
Prejuízo causado: Entre US$ 5 e US$ 10 bilhões
Curiosidades: o Nimda utilizava diferentes meios para se propagar. O resultado era uma grande lentidão na internet. O Nimda foi considerado o worm mais rápido da história, levando apenas 22 minutos para estar na internet e se espalhar rapidamente pelo mundo. O nome Nimda vem da palavra “admin”, fazendo menção aos administradores de servidores que o vírus desafiava.

Flame


Ano de lançamento: 2012
Categoria: Worm
Criador: Desconhecido
Prejuízo causado: Entre US$ 10 e US$ 15 bilhões
Curiosidades: o Flame, também conhecido como Flamer, SkyWIper e Skywiper, é um vírus criado em 2012. Ele ataca computadores que operam com o Windows e tem sido utilizado para espionagem cibernética no Oriente Médio.  Ele é capaz de gravar áudios, capturar telas, acionar teclado e o tráfego de rede, além de poder controlar dispositivos de transferência de dados como bluetooth. Todas as informações coletadas no computador invadido são enviadas a vários servidores espalhados pelo mundo.

Stuxnet


Ano de lançamento: 2010
Categoria: Worm
Criador: Acredita-se que tenha sido criado pelo governo dos Estados Unidos
Prejuízo causado: Desconhecido
Curiosidades: o Stuxnet foi o primeiro worm de computador a incluir um rootkit de CLP.5. Também é o primeiro worm conhecido a ter como alvo a infraestrutura industrial crítica. Segundo o jornal “The New York Times”, ele pode ter sido o primeiro grande ataque militar cibernético da história. Entre 2010 e 2011, o Stuxnet infectou os sistemas de operação de uma usina de enriquecimento de urânio localizada em Natanz, no Irã. Foram inutilizadas no ataque cerca de 1 mil das 5 mil centrífugas em operação.
A ciberofensiva americana, batizada de Olympic Games, ou “Jogos Olímpicos” em português, teria sido iniciada na gestão do presidente George W. Bush e reforçada por Barack Obama.

Computador pode ser infectado mesmo sem estar conectado

Muitos usuários acreditam que ao ficar offline estão livres de pragas digitais. Este mito está cada vez mais caindo por terra. Pesquisadores da Universidade Ben Gurion, em Israel, desenvolveram um malware capaz de roubar e transferir informações de máquinas que não estejam conectadas à internet.
O vírus, conhecido como AirHopper, é instalado em um máquina por um pendrive ou HD externo. O malware utiliza a placa de vídeo do computador para enviar sinais, utilizando a radiação eletromagnética. Com o software adequado, as informações podem ser captadas e interpretadas por smartphone a até sete metros de distância.
Também utilizando os sinais de rádio emitidos pelas placas de vídeo, o vírus pode infectar outras máquinas em uma sala, por exemplo.
O malware é potencialmente prejudicial para grandes empresas que possuem informações sigilosas. Da mesma forma como o Stuxnet, o AirHopper pode ser utilizado para espionar segredos industriais.
http://www.psafe.com/blog/virus-origem-historia-prejuizos/

11.03.2015

Parto normal comprovadamente auxilia vida saudável ao bebê e reduz cesarianas

  • Projeto ‘Parto Adequado’ reduz cesarianas no Brasil


Para Redação, American Citizen Services (ACS) - Brasília:
O projeto-piloto “Parto Adequado”, conseguiu aumentar em 42 hospitais a taxa de partos normais de 19,8%, em 2014, para 27,2% em setembro deste ano. Também reduziu o número de admissões em UTI neonatal de 155 para 46 em cada 1.000 nascidos vivos. Essas conquistas foram obtidas em muito pouco tempo, pois foi em março deste ano que os hospitais participantes se inscreveram para o projeto. Os primeiros resultados obtidos foram divulgados no mês passado.
O “Parto Adequado” é desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement. Tem por objetivo mudar o modelo de atenção ao parto, promovendo o parto normal, qualificando os serviços de assistência no pré-parto, parto e pós-parto e favorecendo a redução de cesáreas desnecessárias e de possíveis eventos adversos decorrentes de um parto não adequado. Com isso, busca-se reduzir riscos desnecessários e melhorar a segurança do paciente e a experiência do cuidado para mães e bebês.
– Ao longo do tempo, tivemos uma organização do trabalho do médico na qual era mais fácil agendar todas as pacientes para o mesmo horário para se fazer a cirurgia (do parto). E os hospitais foram se adaptando a essa realidade. Todo o sistema de saúde foi se moldando para favorecer o procedimento cesariano – afirmou a diretora de desenvolvimento setorial da ANS, Martha Oliveira.

O “Parto Adequado” é desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
O “Parto Adequado” é desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Segundo a diretora da ANS, o Brasil tem a maior taxa de cesarianas do mundo, estimada em 72,8% no mês passado. “A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza 15%. Mas não é esse o nosso objetivo. Nosso objetivo é reduzir a taxa de cesarianas”, defendeu. A iniciativa, que tem o apoio do Ministério da Saúde, conquistou a adesão de 38 hospitais particulares e quatro com atendimento pelo Sistema Único de Saúde quando foi lançado, mais do que era projetado. Inicialmente, 20 vagas foram oferecidas. Para atender todos os interessados, foram criados dois grupos, somando 42 instituições inscritas. Dessas, oito estão entre as 30 maiores em volume de partos do País e 12, entre as cem maiores;
A coordenadora da maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein, Rita Sanches, ressaltou que o parto normal precisa ser estimulado para evitar as complicações da cesariana, para as gestantes e principalmente para o bebê. “O primeiro benefício é chegar ao termo da gestação e entrar no trabalho de parto, porque o estresse do trabalho de parto também amadurece o bebê. Ao passar pela vagina da mãe, os líquidos pulmonares são espremidos e o bebê nasce respirando muito melhor. Ele também tem que ter contato com as bactérias da mãe para ter uma flora intestinal adequada, quando for adulto. Sabemos que quem nasce de parto normal tem uma saúde muito melhor quando adulto. E a mãe tem muito menos morbidade do que fazendo cesárea.”
Outro problema associado à cesárea, segundo o diretor superintendente do Albert Einstein, o médico Miguel Cendoroglo Neto, é que estimula os nascimentos antes da completa formação do bebê, ou seja, antes da 39ª semana de gestação, obedecendo a conveniência do médico ou da mãe. “Atualmente, o obstetra não espera a mãe entrar em trabalho de parto. O parto é agendado”, destacou. Um dos riscos é que há uma possibilidade 120% maior do bebê nascido por cesariana ir para uma unidade de terapia intensiva (UTI). “Um contingente desses bebês vai parar na UTI neonatal, ou porque não estão bem desenvolvidos ou porque ainda têm problemas no pulmão. Parte deles vai morrer”, alerta Cendoroglo Neto.
O projeto
Para participar do projeto, que terá em princípio um ano e meio de aplicação, os 42 hospitais tiveram de adequar seus recursos humanos e estruturais, capacitar os profissionais e promover a revisão das práticas relacionadas ao atendimento das gestantes e dos bebês. Depois desse período de experiência, o projeto poderá ser disseminado para outros hospitais do País.
Cada hospital vai decidir o melhor modelo, ou quais modelos a serem adotados. As possibilidades são o parto feito pelo plantonista do hospital; o parto feito por médico pré-natalista do corpo clínico, com suporte da equipe de plantão; ou o parto assistido por três ou mais médicos e enfermeiras.
O projeto conta com o apoio de mais de 30 operadoras de planos de saúde. Segundo a diretora da ANS, a ideia é que as operadoras passem a mudar também a forma de financiamento, remunerando melhor toda a cadeia, principalmente quando o parto ocorre sem problemas. Hoje, segundo Martha, o financiamento é maior quando envolve a internação do bebê em UTI. A ideia é que a partir de agora esse financiamento seja maior quando ocorrer de forma natural, sem riscos.
http://correiodobrasil.com.br/projeto-parto-adequado-reduz-cesarianas/