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7.02.2016

Qual a origem dos nomes dos países da América Latina?


Nomes indígenas, flora e fauna locais, ordens religiosas ou riquezas explicam 'batismo' de nações do continente

Da BBC para site Contexto Livre - Sociedade e Países na América Latina


Alguns nomes de países da América Latina surgiram graças aos povos que já 
viviam originalmente no local. Outros foram rebatizados depois da chegada 
dos colonizadores da Espanha ou de Portugal.

Outros ainda são homenagens aos que lutaram pela independência.

Veja abaixo a origem dos nomes de alguns países da região.

Argentina
Buenos Aires fica nas margens do Rio da Prata. E a prata deu origem ao nome da 
Argentina.

O nome do país significa prata e vem da palavra "argentum", em latim, e "argénteo",
 em em espanhol.

"No ano de 1554 aparece pela primeira vez em uma peça de cartografia a 
denominação de Terra Argentea", escreveu o Ministério da Defesa da Argentina em
 sua página na web.

E o país ganhou seu nome também graças à localização geográfica, às margens do rio da Prata, famoso entre os exploradores
 do século 16 por ser uma das vias transitáveis da região.

Belize
Uma teoria afirma que o nome do país tem origem no rio Belize, que fica neste território. E Belize seria uma palavra 
derivada do idioma maia, "balis", que significa "lamacento" ou "úmido".

Outra versão é de que Belize na verdade é um erro de pronúncia do nome de Peter Wallace, um aventureiro escocês que se
 estabeleceu na região, segundo o Dicionário Oxford de Topônimos.

Bolívia
O nome deste país talvez seja um dos mais previsíveis da lista.

Bolívia tem sua origem no nome do militar e político Simón Bolivar, um dos pais da independência da América do Sul no 
século 19.

Brasil
História da origem do nome do Brasil, a partir da árvore do pau-brasil, é bem conhecida

A história é bem conhecida: o nome do país vem do nome de uma árvore de cor intensa, avermelhada, parecida com brasas
 acesas.

Os portugueses chegaram a estas terras e batizaram a árvore de pau-brasil, uma espécie que era comum na América do Sul.

Chile
Quanto ao Chile, são muitas as teorias sobre a origem de seu nome.

Alguns historiadores afirmam que o nome vem da palavra chilli do idioma nativo quechua ou aimará, que significa fim, pois
 era o fim do império para os Incas, que dominavam a região.

Outros dizem que as terras do chilli ou tchili para os Incas eram as terras do "frio" ou da "neve".

E, segundo o jornal chileno La Nación, outros estudiosos falam que o nome do país vem das palavras trih ou chil, que os
 nativos usavam para se referir a um pássaro com manchas amarelas em suas asas.

Colômbia
O nome Colômbia tem apenas 153 anos

O nome surgiu como homenagem ao explorador e navegante Cristóvão Colombo, que liderou a primeira expedição espanhola
 que chegou à América em 1492.

A Colômbia tem este nome há 153 anos. Antes era chamada de Nova Granada e Gran Colômbia.

Todas estas mudanças também vieram acompanhadas de mudanças no tamanho de seu território com o passar dos anos.

Costa Rica
Cristóvão Colombo foi quem batizou o lugar quando chegou à região, em sua quarta viagem. Segundo o Dicionário Oxford,
 ele acreditava que iria encontrar muito ouro.

O pesquisador costarriquenho Dionisio Cabal afirma que existe a hipótese de que o nome Costa Rica seja, na verdade, 
escrito Costarrica e vem do idioma dos huetar, nativos que moravam nesta região da América Central.

E este nome, Costarrica, era como estes indígenas chamavam o povoado onde moravam ou um assentamento dentro de sua
 comunidade.

Cuba
O nome Cuba vem do idioma dos habitantes originais da ilha

Muitas teorias aparecem quando se fala da origem e do significado do nome desta ilha no Caribe.

Algumas delas afirmam que o nome vem da palavra Ciba, que entre os indígenas taínos, que moravam na região, significa
 "pedra, montanha, caverna".

Outras dizem que vem da palavra taína cohiba, que os nativos supostamente usavam quando se referiam ao território.

Já uma terceira corrente afirma que vem da palavra árabe coba, que significa mesquita com cúpula e fazia referência à 
forma das montanhas que podem ser vistas desde a baía Bariay, onde Cristóvão Colombo desembarcou.

Existe ainda uma quarta teoria (e podem haver outras): Cuba está localizada no centro do Caribe e seu nome poderia ser
 uma derivação do taíno Cubanacan, que significa "lugar do centro", segundo o Dicionário Oxford.

Equador
A linha do Equador marca a divisão entre os Hemisférios Norte e Sul

Este é um dos outros exemplos na região que não deixa dúvidas sobre seu nome.

Equador se refere à localização geográfica do país, na famosa linha imaginária do equador, que divide a Terra em Hemisférios
 Sul e Norte.

Esta denominação foi dada ao país em 1830, depois que o território se separou da Gran Colômbia.

El Salvador
De acordo com o Dicionário Oxford o nome El Salvador tem origem em uma fortaleza espanhola que ficava onde hoje está a
 capital, San Salvador.

O governo de El Salvador explicou em 2015, depois que o nome oficial "República de El Salvador" completou cem anos, 
que a data não está registrada mas a primeira prova de seu nome está no Arquivo da Guatemala e data do ano 1525.

Guatemala
Uma pesquisa feita pelo jornal Prensa Libre de Guatemala sugere que, segundo documentos, o nome de Guatemala já aparecia com esta grafia no ano de 1524.

O nome vem da palavra Quauhtemallan, do idioma náhualt. É o nome pelo qual os indígenas chamavam o território cakchique.

Entre os vários significados para a palavra estão "lugar arborizado, acumulação de madeira ou também terra de águias", 
segundo o Dicionário Oxford.

Haiti
A palavra Haiti é derivada do idioma arahuaca, língua dos primeiros habitantes do local

Haiti tem origem no idioma arahuaca, que era a língua antigos habitantes do lugar e significa "terra de montanhas".

E este era o nome que os taínos deram à parte oeste da ilha, que divide com a República Dominicana.

Honduras
Cristóvão Colombo chegou a Honduras em sua quarta viagem, no começo de 1500.

Não se sabe exatamente quem batizou estas terras mas o historiador chileno Robustiano Vera afirma que os navegantes 
descreviam as águas costeiras da região como "honduras" (profundas).

O jornal La Tribuna, no entanto, afirma que, para o geógrafo francês Elisée Reclus, o nome Honduras foi dado por outro 
explorador, Bartolomé de las Casas, que falou da terra de "Hondure", uma palavra de origem indígena.

Jamaica
Este nome também vem do idioma taíno e está relacionado com a palavra Xaymaca ou Yamaya, apesar de, com as 
traduções para o espanhol e com o passar dos anos, acabou virando Jamaica.

O significado é "terra de bosques e água".

México
O nome do México tem sua origem neste outro nome: Metztlixihtlico

México é uma tradução e uma simplificação para o espanhol da palavra Metztlixihtlico, o nome com o qual os astecas 
chamavam a capital.

O significado é "o centro da lua", pois mētztli é lua, xictli é centro e co é lugar.

Algumas teorias afirmam que o verdadeiro significado da palavra México é "o umbigo da lua".

Nicarágua
O nome Nicarágua tem origem em uma palavra indígena mas há discordância quanto ao seu significado.

Alguns acreditam que vem da união entre o nome de um chefe indígena chamado Nicarao e da palavra água.

Segundo o jornal Hoy de Nicaragua, outros afirmam que o grupo dos nahaos chamou a região de Nicanahuac, que 
significava "os nahoas chegaram até aqui" e com o passar do tempo a palavra se transformou em Nicarágua, devido à 
dificuldade que os espanhóis tinham para pronunciar a palavra.

Panamá
A cidade do Panamá deu o nome ao país

Com o Panamá temos mais um caso com várias interpretações.

O que se sabe é que o país recebeu este nome devido à Cidade do Panamá, capital do país. A origem da palavra viria 
dos povos nativos desta região. O significado é "abundância de peixes e borboletas".

Outros pesquisadores afirmam que, na verdade, Panamá tem origem no nome de uma árvore chamada panamá. Os nativos
 usavam locais onde havia estas árvores para fazer reuniões.

Uma terceira teoria afirma que Panamá tem origem na frase panna mai, do idioma nativo cuna e que significava "mais longe".

Paraguai
Existem duas versões cercando este nome. A denominação vem do guarani, como muitos outros nomes da região, mas as 
traduções, às vezes, não coincidem.

Examinando o nome em espanhol, Paraguay: alguns afirmam que para se refere a "mar", gua, significa "vindo de" e y, "água".

Ou seja: "água que vem do mar".

O pesquisador paraguaio Jorge Rubiani afirma que o nome vem da palavra paragua, e era o nome de um cacique que fez um
 pacto com os espanhóis.

Paragua, segundo Rubiani, significa "coroa de penas".

Peru
O nome Peru é muito mais antigo do que a chegada dos colonizadores da Espanha

O nome deste país parece ser anterior à chegada dos espanhóis.

Para o Dicionário Oxford o nome vem de Birú ou Perú, que em guarani significa "rio".

Para o historiador Raúl Porras Barrenechea, Birú era, na verdade, o nome de um cacique do sul do Panamá e todas estas terras recebiam o nome dele.

Outras teorias afirmam que a origem da palavra Peru é Viru, que é uma palavra no idioma quechua.

Porto Rico
Os indígenas taínos, que moravam na ilha, a chamavam de Boriquén ou Borinquen, que significa "Terra do Altíssimo" ou
 "Terra do Grande Senhor".

Cristóvão Colombo rebatizou a ilha de San Juan Bautista.

O nome atual tem origem nas riquezas que partiam do porto de San Juan, capital da ilha, para a Espanha.

República Dominicana
O primeiro nome da República Dominicana era Santo Domingo (o nome de sua capital nos dias de hoje).

A historiadora Celsa Albert Batista afirma que uma das teorias é que o nome atual veio da ordem religiosa dos Dominicanos
 que se estabeleceu no lugar para evangelizar os nativos.

Outra teoria é de que Cristóvão Colombo chegou a esta ilha em um domingo e por isso ela foi batizada assim, apesar de o
 explorador ter chamado a ilha inteira de La Española — o território é compartilhado entre República Dominicana e Haiti.

Uruguai
Sabe-se que esta palavra vem do guarani, mas existem várias versões a respeito de seu significado.

O Dicionário Oxford diz que o nome do país pode ser derivado de uruguä, que para os guaranis significava uma espécie de
 "mexilhão ou caracol".

Levando em conta o nome em sua grafia em espanhol, Uruguay: a palavra também poderia ter origem em uru, um tipo de ave
 que vivia na zona do rio; gua, que significa "que vem de" e y, que significa água.

Outra teoria ensinada nas escolas uruguaias é que o nome do país significa "rio dos pássaros pintados".

Venezuela
É a "pequena Veneza". Os exploradores Alonso de Ojedo e Américo Vespucio deram esta definição ao observar que
 as casas dos nativos na costa de Maracaibo estavam construídas sobre pilares de madeira.

Mas há outra versão.

O jornal venezuelano El Nacional afirma que documentos indicam que os primeiros navegantes que chegaram à região 
fizeram contato com os indígenas que vivam em uma pequena ilha chamada Veneci-uela.
No BBC
http://www.contextolivre.com.br/2016/07/qual-origem-dos-nomes-dos-paises-da.html

6.24.2016

Lava Jato, Impeachment e o desmonte nacional, só uma saída: o voto popular brasileiro

  • “Com as águas com que se ‘Lava a Jato’ a corrupção no Brasil, pretendem lavar para fora também a soberania nacional, o patrimônio público, tecnológico e mineral da nação e o direito dos trabalhadores.”

  • Requião: não é "volta Dilma"!  

    por senador Roberto Requião, extraído do blog O Cafezinho - Sociedade e Caos Social


bessinha obesidadeO Jantar

Recebi um convite para um jantar, terça-feira (28/julho), na casa do Presidente do Senado, nosso companheiro Renan Calheiros, na companhia do ministro da fazenda, Henrique Meirelles. Nesse jantar, como prato principal, servirão a soberania nacional e, como sobremesa, os direitos dos trabalhadores. Agradeço o convite do presidente, mas não é essa a dieta da minha preferência. Eu não estarei presente nesse jantar.

Todos nós somos a favor da luta contra a corrupção, mas, paralelamente a isso, vem o Governo interino agredindo pesadamente a soberania brasileira, o Estado social e os direitos trabalhistas. Rapidamente, enquanto prendem alguns bandidos, o Congresso, assustado, está entregando de bandeja tudo pelo qual lutamos por décadas, para saciar a fome do grande capital internacional e o interesse geopolítica das grandes potências.

O Sacrifício Ritual dos Pobres Brasileiros

Permitam-me uma incursão pela antropologia sociocultural, mais especificamente, o sacrifício ritual.

Como todos sabem, o sacrifício ritual faz parte da história da humanidade. Sacrifício de humanos, por exemplo, estão presentes nas crônicas de todas as civilizações em todos os continentes.

Um exemplo clássico está na Bíblia, no Gênesis, quando Deus testa a fidelidade de Abraão ordenando-lhe que sacrifique o seu filho Isaac. O sacrifício não se realiza, mas Abraão não vacila um segundo na determinação de matar o filho em louvor a Deus. O mesmo Deus que, segundo os Evangelhos, não poupa o seu próprio filho, Jesus; preso, torturado e executado para lavar, com o seu sangue, pecados alheios.

À medida que o homem evolui, civiliza-se, e, no compasso da desbrutalização de usos e costumes, o objeto do sacrifício ritual também muda. Os animais substituem os homens, mas a ideia do sacrifício ritual continua a mesma e está viva até hoje, inclusive na linguagem popular, o ‘bode expiatório’. O propósito é fazer com que Isaac, Cristo ou o cordeiro esvaiam-se em sangue até a morte para, dessa forma, aplacar a ira divina.

Más colheitas ou boas colheitas, falta de chuvas ou excesso de chuvas, pragas, pestes, doenças, vitória na guerra; seja o que fosse, sempre era necessário que o sangue jorrasse. O sangue de quem? De quem o sangue devia jorrar? É claro que não era o sangue dos sacerdotes, dos governantes, da nobreza, dos bem aquinhoados. Quem expiava em nome deles eram representantes dos estratos inferiores, o povo de sempre. E é assim até hoje.

Quando as coisas não vão bem, quem paga o pato, quem assume a conta, quem arca com os prejuízos são os trabalhadores, os assalariados, as camadas subalternas e a classe média.

O bode expiatório no Brasil

Elenquemos todas as medidas que o Governo interino quer propor ao País e digam-me, quem está sendo sacrificado, quem está sendo estendido na pedra do altar para ser imolado?

Não são as 20 mil famílias de rentistas que detêm a quase totalidade da dívida pública brasileira. E lucram de forma indecorosa, infame com os juros dessa dívida.

Não são os brasileiros que mantêm mais de um R$1,3 trilhão ilegalmente em contas no exterior.

Não são os banqueiros e seus lucros pornográficos.

Não é o capital vadio e sua ganância sem freios.

Não são os beneficiários da mais perniciosa e imoral concentração de renda do planeta Terra, como é a concentração de renda no nosso Brasil.

Não é a aristocracia do funcionalismo público, as carreiras privilegiadas no Judiciário, no Ministério Público, no Legislativo.

Como ao longo da história da humanidade, exigem-se vítimas que se sacrifiquem, que expiem, que sangrem para o bem-estar dos dominantes.

Mas não estamos mais na antiguidade, nos templos e nos tempos bíblicos. Estamos no ano 16 do século XXI.

Senado, Justiça e Ministério Público: a mesma cruel indiferença

No entanto, o Senado reage à condução dos trabalhadores, dos assalariados, das camadas inferiores das classes médias ao matadouro, ao sacrifício com a mesma indiferença dos sacerdotes maias ou astecas.

Será que este Senado não vai reagir?

Faço agora uma lista das barbaridades que os interinos pretendem perpetuar. E pergunto aos nobres senadores, se o distinto brasileiro e a valiosa e valorosa sociedade que nos veem e ouvem, neste momento, subscrevem, assinam embaixo. Vamos lá:

1)    Fixação de limite máximo para os gastos públicos.

2)    Desvinculação constitucional dos gastos com saúde e educação.

3)    Limitação da dívida pública.

4)    Torniquete sobre as estatais

O Governo interino quer congelar por dez anos, prorrogáveis por mais dez, os gastos com educação, saúde, saneamento, segurança, habitação popular, em pesquisas e tecnologia e assim por diante.

Os gastos com saúde e educação, que têm percentuais constitucionalmente amarrados, seriam desobrigados dessa vinculação. É uma loucura!

Quem é que vai ser sacrificado? Se a ação do Governo nas áreas de saúde e educação, hoje, é sofrível, imaginem o que vai acontecer se esses gastos forem reduzidos...

Os cortes nos gastos com a saúde colocam em risco a sobrevivência do SUS e a gratuidade da assistência à saúde. Terá atendimento quem puder pagar.

Da mesma forma, os cortes nos gastos com a educação colocarão em risco a gratuidade do ensino. Com isso, o acesso à escola será um privilégio para poucos, muito poucos.

Mas a insensatez da fixação de um teto para os gastos públicos vai além, ainda mais quando acompanhada de outra sandice, que é a limitação da dívida pública.

Qual o resultado dessa mistura peçonhenta? A privatização do que ainda restou de empresas públicas no País. Lá se vão a Petrobras e o pré-sal, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, os Correios e muito mais.

Enfim, de um lado, a deterioração e consequente privatização dos serviços públicos provocados pela limitação dos gastos governamentais; de outra banda, a privatização, a preço de fim de feira, e a entrega de nosso petróleo, dos minérios e até mesmo das florestas amazônicas.

E a nossa mídia, esses comentaristas de rádio e televisão, esses políticos que se proclamam liberais ficam dizendo que é preciso, sim, cortar gastos públicos e que a gastança do Governo é demais, sem, no entanto, esclarecer que não são objeto dos cortes:

- as mordomias,
- os salários exorbitantes
- os privilégios abusivos

Esses não serão cortados, mas sim aumentados! Porém, gastos para atender a população mais humilde e que impactam diretamente com a vida do povo brasileiro, serão sumariamente reduzidos pelo ajuste do governo Temer.

Outro item é (6) a mudança de idade para aposentadoria. O Governo interino quer fixar em 65 anos a idade mínima para aposentadoria. Em média, os homens dos Estados do Norte e do Nordeste vivem pouco mais que 65 anos. Quer dizer, com a nova regra, contribuem a vida toda, alguns desde os 14 anos, aposentam-se e morrem. Que maravilha para os que querem cortar os gasto públicos para pagar juros para os pobres banqueiros!

7) Fim do abono salarial.

8) Fim da correção das pensões dos aposentados que recebem um salário mínimo.

9) Fim do aumento real do salário mínimo.

O PIS e o Pasep estão aí há 46 anos. E nenhum governo mexeu com esse abono salarial, nem os militares da ditadura, pago para quem recebe até dois salários mínimos. No entanto, Meirelles e Goldfajn querem acabar com o abono para diminuir os gastos públicos.

Perderam até a máscara, a desindexação das aposentadorias e pensões e o fim do próprio aumento real do salário mínimo são um atentado explícito ao sonho de um país desenvolvido e às condições mínimas de vida de idosos e trabalhadores, Deus meu!

Um dos pilares da remissão dos pobres da miséria, do aumento do consumo, da elevação do poder de compra em consequência do aumento da produção foi, sem dúvida, a política de aumento real do salário mínimo implantada no governo Lula e continuada no governo Dilma.

Contudo, o governo interino pouco se lixa para isso, eles não querem um país com 200 milhões de consumidores. Para eles, basta um país com vinte milhões de consumidores ainda mais abastados.

10) Mudança na legislação trabalhista, com a prevalência do negociado sobre o legislado

11) A instituição, em larga escala da terceirização e precarização do trabalho.

O ministro Meirelles proclamou que não existem direitos adquiridos. Ao menos para os trabalhadores mais humildes...

E os sempre atentos editorialistas das Organizações Globo, do Estadão, da Folha e do Grupo Abril aproveitaram a deixa e se regozijam em coro exigindo mudanças nas leis trabalhistas, afinal, lembraram, a CLT é da distante década de 40. Algo ultrapassado, dizem.
Para ver o texto completo, acessar : http://www.conversaafiada.com.br/politica/requiao-nao-e-volta-dilma

6.23.2016

O golpismo no Brasil contra-ataca

Por Emir Sader para site 247 - Sociedade e Golpe no Brasil

Mesmo com as nuvens carregadas das acusações contra membros do governo e do próprio presidente interino, além da situação limite em que se encontra Eduardo Cunha, as forças golpistas retomaram iniciativa em todos os planos, contra atacam e buscam consolidar o projeto na votação de agosto no Senado.
Contam com a falta de iniciativa política unificada das forcas democráticas, de que a suspensão da segunda reunião, terça-feira passada, entre Dilma, Requião, movimentos sociais e parlamentares, foi um sintoma claro. Contam com uma certa baixa do ritmo de manifestações contra o golpe, compreensível, porque é impossível manter aquele ritmo por muito tempo, ainda mais sem uma perspectiva de solução política positiva no horizonte.
O governo abriu o cofre para governadores, senadores, Judiciário, entre outros. Ao mesmo tempo que a direção do projeto golpista promete aos senadores e congressistas em geral a renúncia de Temer em janeiro, para entregar na mão deles a decisão sobre quem será o presidente da República em toda a segunda metade do mandato. E Temer começa a dar entrevistas que, por mais desastradas que sejam, lhe projegem como personagem político. Ao mesmo tempo que o governo golpista tempera um pouco suas iniciativas mais radicais, deixando-as para depois da votação no Senado, e decreta medidas que possam lhe granjear apoios ou diminuir resistências no Senado.
Significativamente, depois da reunião de Moro com o ministro interino da Justiça, na última terça-feira, se retoma a operação repressiva contra o PT, no Paraná e, diretamente, na sede do partido em São Paulo.
Tudo para preparar o clima que virá depois de agosto, se o governo consegue os 2/3 no Senado. Um pacote cruel de expropriação dos direitos dos trabalhadores, de cortes nos recursos das políticas sociais, de privatização de empresas públicas e reinserção subordinada do Brasil no cenário internacional. Tudo projetando o país que o governo golpista pretende ter em 2018, incluindo a desqualificação e exclusão da esquerda como alternativa.
Enquanto a esquerda se recolhe a discussões internas sobre as alternativas, a direita retoma a ofensiva. O cenário atual já demonstra que, ficar simplesmente na resistência das mobilizações populares, favorece a ação dos golpistas, que são os únicos que aparecem com alternativas políticas. A resistência protesta, mobiliza, mas não desenha via de derrubada a curto prazo do governo que destrói o país. Que seria bloquear os 2/3 no Senado, para o qual seria indispensável ter proposta que agregue apoios mais além dos 22 senadores que votaram contra o impeachment. Plebiscito, como propõe Dilma, ou outra qualquer, que tenha o poder de impedir os 2/3 dos golpistas, com o qual eles terão possibilidade de seguir com seu projeto de destruição do pais até 2018.
A incapacidade de iniciativa política da luta contra o golpe, que combine mobilizações populares com proposta política viável no curto prazo, é o que permite que a direita contra-ataque em todos os campos.
Emir Sader

http://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/239897/O-golpismo-contra-ataca.htm

Ensino Médio Avança no Brasil, mas Jovens QueremTrabalhar Após 18 Anos

  • Dados derrubam tese de que com avanço da escolaridade jovem entra mais tarde no mercado de trabalho. “Isso é verdade só até 18 anos. A partir dessa idade, os jovens querem trabalhar”, diz Helena Abramo
  • Pesquisadora diz que ensino médio avança no país, apesar de lacunas 

    por Helder Lima, da RBA - Sociedade e Educação (fonte no final)

reprodução da RBA
helena abramo 2.jpgHelena: dados são contribuição para pensar como se dá a educação e o trabalho entre os jovens
São Paulo – Pesquisa mostrada hoje (22) pela conselheira da Fundação Perseu Abramo (FPA) Helena Abramo mostra que a escolaridade de ensino médio entre os jovens (15 a 29 anos) está avançando no Brasil, apesar de ainda ter lacunas. “Tem crescido o número de jovens com ensino médio completo já nesta geração”, disse Helena, ao participar de seminário promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo.
Segundo Helena, que atuou na pesquisa “Agenda Juventude” quando participava da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), do governo federal, os dados mostram que na cidade de São Paulo 70% dos jovens entre 18 e 24 anos têm o ensino médio. “É claro que essa taxa tinha de ser de 100%, mas ela está avançando a cada ano”, afirmou. “A rapidez com que temos evoluído é significativa.”
A pesquisa da SNJ avaliou a evolução entre 2006 e 2013, estudando a situação dos jovens em três períodos da juventude: 15 a 17, 18 a 24 e 25 a 29 anos. Nesse período, em relação à qualidade do trabalho na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, a taxa de jovens desempregados recuou de 18,8% para 11,9%. A informalidade também recuou, de 37,2% para 24,4%.
A pesquisadora também afirmou que os dados derrubam a tese de que com o avanço da escolaridade média o jovem entra mais tarde no mercado de trabalho. “Isso é verdade só até os 18 anos. A partir dessa idade, os jovens querem trabalhar e nisso não há mudança”, destacou. Segundo ela, esse desejo de entrar no mercado de trabalho independe da classe social, pois todos os jovens desejam participar do mercado de trabalho.
Para Helena, os dados também são importantes para se avaliar como se dá o período de transição da escola para o trabalho, que marca a fase de juventude. Os dados mostram, por exemplo, que entre os 15 e 17 anos, a taxa dos que só estudam é de 67,8%, enquanto no segmento de 25 a 29 anos é de 3,2%. Já entre os que só trabalham, a taxa é de 5,5% no segmento de 15 a 17 anos e de 67,2% na faixa de 25 a 29 anos.
“Esses dados são uma contribuição para pensar como se dá a educação e o trabalho entre os jovens”, afirma, destacando que o período de 15 a 29 anos é marcado por uma longa transição. “Esse período se desenvolve em vários percursos de inclusão social e desenvolvimento de autonomia”, diz, destacando que o início no mercado de trabalho coincide muitas vezes pela saída da casa dos pais, em busca de uma vida independente. Segundo Helena, é também quando o jovem sai do âmbito de seu bairro para interagir com a cidade – e construir sua identidade. “A vida passa por uma equação entre todos esses elementos”, afirma.
http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2016/06/pesquisadora-diz-que-ensino-medio-avanca-no-pais-apensar-de-lacunas-8958.html

Órgão que defende consumidor quer eliminar agrotóxico com "agente laranja" usado na guerra doVietnam

  • Órgão de defesa do consumidor cobra que Anvisa (Agencia Federal) proíba o uso da substância suspeita de causar câncer e complicações endocrinológicas
por Redação RBA - Sociedade e Luta Contra Ganância Capitalista
Arquivo/ABr
2,4-DSegundo agrotóxico mais utilizado no Brasil é apontado pela OMS como cancerígeno e causa danos ao ambiente
São Paulo – Após consulta pública encerrada na última semana, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém parecer favorável à liberação do agrotóxico 2,4-D (2,4-diclorofenoxiacético), apesar dos riscos apresentados à saúde. Tendo participado do processo, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) segue defendendo o banimento da substância no país e reclama da decisão.
"Para nós, foi muito preocupante essa posição da Anvisa. A gente tem inclusive posição da Organização Mundial da Saúde (OMS) dizendo que esse tipo de agrotóxico afeta o sistema reprodutivo, o cérebro e é apontados como potencialmente cancerígeno. A gente já tem evidências científicas suficientes para proibir o uso dessa substância, no Brasil, mas infelizmente a Anvisa adotou postura bem conservadora e a favor dos interesses do agronegócio", afirma Ana Paula Bortoletto, nutricionista do Idec, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.
O 2,4-D é um dos ingredientes ativos do "agente laranja", composto que ficou conhecido durante a Guerra do Vietnã (1955-1975), quando foi usado como arma química pelos Estados Unidos e provocou graves problemas de saúde na população local, e também nos próprios soldados, com aumento da incidência de câncer, problemas neurológicos e no sistema endócrino.
Atualmente, esse composto é o segundo agrotóxico mais vendido no Brasil, sendo aplicado em plantações de arroz, aveia, café, cana-de-açúcar, centeio, cevada, milho, pastagem, soja e trigo. Segundo a Anvisa, faltam evidências conclusivas sobre os riscos à saúde.
"O agrotóxico tem efeito cumulativo a longo prazo. Por isso também é um desafio para conseguir provar essa relação direta com problemas de saúde. O fato de ter uma possível evidência, para nós, já é o suficiente, baseado no princípio da precaução", comenta a nutricionista, que espera que a decisão da Anvisa seja revista nas instâncias superiores, mas para isso, segundo ela, é necessário mais informação e mobilização de toda a sociedade.
http://www.redebrasilatual.com.br/saude/2016/06/idec-quer-banir-agrotoxico-com-componentes-do-agente-laranja-417.html

6.19.2016

Um Alerta Russo sobre conflitos entre EUA e Russia




 por The Saker, Dmitri Orlov e Eugenia V Gurevich, The Vineyard of the Saker para o blog do Alok

Sociedade e Geopolítica militarista dos EUA e Russia (fonte no final do texto)

Traduzido por Tanya & Eugene

Nós, abaixo assinados, somos russos vivendo e trabalhando nos EUA. Temos assistido, com ansiedade crescente, como as atuais políticas dos EUA e da OTAN nos colocaram em rota de colisão extremamente perigosa com a Federação Russa, bem como com a China. Muitos americanos respeitados, patriotas, como Paul Craig Roberts, Stephen Cohen, Philip Giraldi, Ray McGovern e muitos outros têm lançado alertas de uma iminente Terceira Guerra Mundial. Mas suas vozes acabaram se perdendo entre o alvoroço da mídia de massa que está cheia de histórias imprecisas e enganosas, que descrevem a economia russa como estando em ruínas, e os militares russos como fracos, tudo baseado em evidência nenhuma. Mas nós, conscientes tanto da história da Rússia quanto do estado atual da sociedade e dos militares russos, não podemos engolir tais mentiras. Sentimos agora que é nosso dever, como russos vivendo nos EUA, alertar o povo americano de que estão sendo enganados, e para lhes dizer a verdade. E a verdade é simplesmente esta:

Se vai haver uma guerra com a Rússia, então os Estados Unidos certamente
serão destruídos, e a maioria de nós vai acabar morto.

Vamos dar um passo atrás e colocar o que está acontecendo em contexto histórico. A Rússia tem sofrido muito nas mãos dos invasores estrangeiros, perdendo 22 milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial. A maioria dos mortos eram civis, porque o país foi invadido, e os russos se comprometeram a nunca deixar que um desastre como aquele aconteça novamente. Cada vez que a Rússia foi invadida, ela emergiu vitoriosa. Em 1812, Napoleão invadiu a Rússia; em 1814, a cavalaria russa marchou em Paris. Em 22 de Julho de 1941, a Luftwaffe de Hitler bombardeou Kiev; em 8 de maio de 1945, as tropas soviéticas entraram em Berlim.

Mas os tempos mudaram desde então. Se Hitler fosse atacar a Rússia hoje, ele estaria morto 20 a 30 minutos depois, seu bunker reduzido a escombros incandescentes pelo ataque de um míssil de cruzeiro supersônico Kalibr lançado de um pequeno navio da marinha russa em algum lugar no mar Báltico. As capacidades operacionais da novas Forças Armadas russas foram convincentemente demonstradas durante a recente ação contra o ISIS, Al Nusra e outros grupos terroristas financiados por fundos estrangeiros que operam na Síria. Há muito tempo a Rússia teve que responder a provocações lutando batalhas terrestres em seu próprio território, e depois lançando contraofensiva; mas isso não é mais necessário. As novas armas da Rússia fazem retaliação instantânea, indetectável, invencível e perfeitamente letal.

Assim, se amanhã uma guerra irrompesse entre os EUA e a Rússia, é incontestável que os EUA seriam obliterados, destruídos. No mínimo, não restaria mais rede elétrica, nem internet, nem oleodutos e gasodutos, nenhum sistema de rodovias interestaduais, nenhum transporte aéreo ou de navegação baseado em GPS. Os centros financeiros ficariam em ruínas. O Governo, em todos os níveis, deixaria de funcionar. As forças armadas dos EUA, estacionadas ao redor do globo, deixariam de ser reabastecidas. E no pior caso, toda a área terrestre dos EUA ficaria coberta por uma camada de cinzas radioativas. Estamos lhes dizendo isso, não para serem alarmistas, mas porque, com base em tudo o que sabemos, nós mesmos estamos alarmados. Se atacada, a Rússia não vai recuar; ela vai retaliar, e irá aniquilar totalmente os Estados Unidos.

A liderança dos EUA tem feito tudo para levar a situação à beira de um desastre. Em primeiro lugar, suas políticas anti-russas convenceram a liderança russa de que fazer concessões ou negociar com o Ocidente é fútil. Tornou-se evidente que o Ocidente irá sempre apoiar qualquer indivíduo, movimento ou governo que seja anti-russo, sejam oligarcas russos sonegadores de impostos, criminosos de guerra ucranianos condenados, terroristas Wahhabi sustentados pelos sauditas na Chechênia ou punks profanadores de catedrais em Moscou. Agora que a OTAN, em violação a seus compromissos anteriores, expandiu-se até a fronteira com a Rússia, com forças dos EUA implantadas nos Estados Bálticos, colocando São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, ao alcance de sua artilharia, os russos não têm mais para aonde recuar. Os russos não vão atacar; mas também não vão desistir ou se render. A liderança russa goza de mais de 80% de apoio popular; e os 20% restantes parecem sentir que o país está sendo muito brando na oposição à intromissão ocidental. Mas a Rússia irá retaliar, e uma provocação ou um simples erro poderá desencadear uma sequência de eventos que resultará em milhões de norte-americanos mortos e com os EUA em ruínas.

Ao contrário de muitos norte-americanos, que veem a guerra como uma aventura externa emocionante e vitoriosa, os russos odeiam e temem a guerra. Mas também estão prontos para ela, e estão se preparando para a guerra há vários anos. E seus preparativos foram mais eficazes. Ao contrário dos EUA, que desperdiçam incontáveis bilhões em programas duvidosos armas superfaturadas, como o caça F-35 (F-35 Joint Strike Fighter), os russos são extremamente austeros com seus rublos gastos em defesa, chegando a obter 10 vezes o retorno para seus investimentos em comparação com a inchada indústria defesa dos EUA. Embora seja verdade que a economia russa sofreu com os baixos preços de matrizes energéticas, está longe de ficar arruinada, e um retorno ao crescimento é esperado já no início do próximo ano. O senador John McCain uma vez chamou a Rússia de "Um posto de gasolina disfarçada de um país." Bem, ele mentiu. Sim, a Rússia é a maior produtora mundial de petróleo e segunda maior exportadora de petróleo, mas também é a maior exportadora mundial de grãos e tecnologia de energia nuclear. É uma sociedade tão avançada e sofisticada como a dos Estados Unidos. As Forças Armadas da Rússia, convencionais e nucleares, agora estão prontas para lutar, e têm mais do que condições para enfrentarem os EUA e a OTAN, especialmente se uma guerra irromper em qualquer lugar perto da fronteira russa.

Mas uma luta dessas seria suicida para todos os lados. Acreditamos fortemente que uma guerra convencional na Europa corre grande risco de se tornar nuclear muito rapidamente, e que qualquer ataque nuclear dos EUA/OTAN sobre as forças ou território russos irá acionar automaticamente um ataque nuclear russo de retaliação sobre o continente dos EUA. Contrariamente às declarações irresponsáveis feitas por alguns propagandistas americanos, os sistemas de mísseis antibalísticos americanos são incapazes de proteger o povo americano de um ataque nuclear russo. A Rússia tem meios para atacar alvos nos EUA com armas nucleares de longo alcance, bem como com armamento convencional.

A única razão pela qual os EUA e a Rússia encontraram-se em rota de colisão, em vez de desarmar tensões e cooperar em uma ampla gama de problemas internacionais, é a recusa obstinada pela liderança dos Estados Unidos em aceitar a Rússia como um parceiro igual: Washington está absolutamente determinado em ser o "líder mundial" e a "nação indispensável", mesmo que a sua influência diminua de forma constante na esteira de uma série desastres militares e na política externa, como no Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria, Iêmen e na Ucrânia. A continuação da liderança global norte-americana é algo que nem a Rússia, nem a China, nem a maioria dos outros países está disposta a aceitar. Esta perda de poder e influência gradual, mas evidente, fez com que a liderança dos Estados Unidos tenha se tornado histérica; e da histeria ao suicídio é um passo muito pequeno. Os líderes políticos da América precisam ser colocados sob “vigilância de suicídio” (NT: suicide watch, no original).

Em primeiro lugar, apelamos aos comandantes das Forças Armadas dos Estados Unidos a seguirem o exemplo do almirante William Fallon, que, quando perguntado sobre uma guerra com o Irã, teria respondido "não sob meu comando". Sabemos que vocês não são suicidas, e que vocês não querem morrer por causa da descabida arrogância imperial. Se possível, informem seus funcionários, colegas e, especialmente, os seus superiores civis que uma guerra com a Rússia não acontecerá sob seu comando. Pelo menos, levem essa promessa com vocês mesmos e, se o dia já tiver chegado quando a ordem suicida for emitida, simplesmente se recusem a executá-la, justificando que é um ato criminoso. Lembrem-se que, de acordo com o Tribunal de Nuremberg, "Iniciar uma guerra de agressão... não é apenas um crime internacional; é o supremo crime internacional, diferindo apenas de outros crimes de guerra por conter em si o mal acumulado deles todos". Desde Nuremberg, "Eu estava apenas cumprindo ordens" não é mais uma defesa válida; por favor, não sejam criminosos de guerra.

Também apelamos ao povo americano para que adotem medidas pacíficas, mas contundentes, e que se oponham a qualquer político ou partido que se envolvam em ações irresponsáveis e assediadoras que provoquem a Rússia, que admitam e apoiem uma política de confrontação desnecessária com uma superpotência nuclear, capaz de destruir os EUA em cerca de uma hora. Manifestem-se, rompam a barreira de propaganda de mídia de massa, e façam seus colegas americanos cientes do imenso perigo de um confronto entre a Rússia e os EUA.

Não há nenhuma razão objetiva para que EUA e Rússia devam considerar um ao outro como adversários. O confronto atual é inteiramente resultado de pontos de vista extremistas do movimento neoconservador, cujos membros se infiltraram no governo federal dos EUA, e que consideram qualquer país que se recuse a obedecer suas ordens como um inimigo a ser esmagado. Graças aos seus esforços incansáveis, mais de um milhão de pessoas inocentes já morreram na antiga Iugoslávia, no Afeganistão, no Iraque, Líbia, Síria, Paquistão, Ucrânia, Iêmen, Somália e em muitos outros países – tudo por causa de sua insistência maníaca de que os EUA deva ser um império mundial, não um apenas um país comum e normal, e que cada líder nacional deva ou curvar-se diante dele, ou ser derrubado. Na Rússia, a força irresistível que é o movimento neoconservador encontrou definitivamente o objeto irremovível. Eles devem ser forçados a recuar antes que destruam a todos nós.

Estamos absolutamente e categoricamente certos de que a Rússia nunca vai atacar os EUA, nem qualquer estado membro da UE, que a Rússia não está, de forma alguma, interessada em recriar a URSS, e que não existe "ameaça russa" ou "agressão russa." Uma boa dose do recente êxito econômico da Rússia tem a ver com  seu desapego a antigas dependências soviéticas, permitindo a busca por uma política que tem como lema "a Rússia em primeiro lugar". Mas também estamos tão certos que, se a Rússia for atacada, ou mesmo ameaçada, ela não voltará atrás, e que a liderança russa não irá “piscar”. Com grande tristeza e um coração pesado ela cumprirá seu dever solene e desencadeará uma barragem nuclear da qual os Estados Unidos nunca irão se recuperar. Mesmo se toda a liderança russa for morta num primeiro ataque, o chamado "Dead Hand" (o sistema"Perimetr") irá automaticamente lançar armas nucleares suficientes para varrer os EUA para fora do mapa político. Sentimos que é nosso dever fazer tudo o que pudermos para evitar tal catástrofe.

Eugenia V Gurevich, PhD

Dmitri Orlov
http://cluborlov.blogspot.com/            

The Saker (A. Raevsky)

Postado por Dario Alok 

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