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6.03.2025

Brasil: a utopia existe e novo país surgirá com um novo ser

Nesse momento social em que o pais encontra-se, o que vê-se é um governo federal, que se diz popular, mas não o é (tem mais perfil neoliberal), partidos que eram sociais-democráticos (ou mais próximos do popular) como o PT, Psol, PSB e Rede encontram-se totalmente ‘nas cordas’, com o pior Congresso até hoje na história brasileira e um Centrão dando as cartas (com  corrupção assustadora, haja visto a verbas parlamentares)

 por Mangue do Cachoeira - Sociedade e um Brasil a Redecobrir-se

Imagem na internet

As pessoas que querem um Brasil desenvolvido e com equilíbrio entre as classes sociais, sentem muita saudade da situação que era vivida próximo ao ano de 1990, no qual a participação popular em movimentos populares era mais intensa. Havia um clima de otimismo e busca por um pais melhor, em que o ser humano tinha mais chances de buscar o seus espaço para uma vida mais justa e com direitos sociais e humanos.

Óbvio que a internet, aproximadamente naquele período, começou a "minar" e contaminar toxicamente a sociedade, controlando-a e dividindo-a. A ferramenta aparentemente ingênua que as big thec’s utilizavam e continuam a explorar e’ o isolamento das pessoas que tem participações sociais no coletivo, através do bombardeio de informações e dados inúteis. Também o financismo, ou seja, a articulação coletiva social popular foi enfraquecida com a hiper-valorização do dinheiro, implementada através da mídia de massa e internet, em detrimento a ações de coletivos populares e ações sociais individuais. Hoje, o que se vê é uma sociedade brasileira popular enfraquecida, e com essa situação, a elite fortalecida, tendo sucesso e colocando o movimento social popular "nas cordas". O resultado e’ a assustadora retirada de renda das classes mais baixas e o vergonhoso enriquecimento das classes de alta renda. Além desses fatores, outros colaboraram para que tenhamos um Brasil tão desequilibrado, onde as pessoas mais vulneráveis como crianças, jovens e idosos pobres é o que mais sofrem.

Felizmente, há exceções a esse quadro cabuloso e tóxico. São movimentos sociais ativos e dinamicos como por exemplo o MST, os movimentos femininos, LGVTB+ e timidamente o movimento dos negros.

Somente com a regulação das "big tech's", principalmente quanto ao uso da internet, no combate aos fake news (informações falsas na mídia de massa e internet), os demais movimentos sociais, com o tempo e muita luta, conseguirá resgatar o proselitismo dos anos 1990 ou até mesmo a situação social anterior a 1964.

Nesse momento social em que o pais encontra-se, o que vê-se é um governo federal, que se diz popular, mas não o é (tem mais perfil neoliberal), partidos que eram sociais democráticos (ou mais próximos do popular) como o PT, Psol, PSB e Rede encontram-se totalmente ‘nas cordas’, com o pior Congresso até hoje na história brasileira e um Centrão dando as cartas (com  corrupção assustadora, haja visto a verbas parlamentares), um judiciário dominado pelas elites e que faz o jogo do crime organizado.

O caminho será longo e árduo, mas a possibilidade de resgate social popular é real e possível de ser reconquistada a médio e longo prazo.

Através da união popular, que busca o lado bom da humanidade por meio da justiça social e direitos humanos, será possível resgatar um país mais justo, com distribuição de renda, salário mínimo digno que atenda as necessidades das famílias mais humildes, educação a todas(os) , programas de moradia popular, mobilidade mínima quanto ao ir e vir do trabalho e lazer saudável para as pessoas. São algumas alternativas para o pais reencontrar o caminha civilizatório de tantas lutas em um passado recente, em sua historia injusta aos povos tradicionais e trabalhadoras(es) humildes. Quem estiver vivo vera'...

5.29.2025

Mudanças climáticas estão transformando a maneira como vivemos no planeta

Para retardar a mudança climática e se adaptar aos danos já ocorridos, o mundo terá que mudar a forma como cultiva alimentos, transporta pessoas e mercadorias, gera e usa energia, constroem edifícios. Isso começa com a adoção da inovação, da mudança, da criatividade, do saber

por Robert Lempert e Elisabeth Gilmore no The Conversation, EcoDebate e IHU Unissinos– Sociedade e Outras formas de Viver

  Figura da dispersão do ser humano no planeta – UFRGS, na internet

É fácil sentir-se pessimista quando cientistas de todo o mundo alertam que as mudanças climáticas avançaram tanto, agora é inevitável que as sociedades se transformem ou sejam transformadas. Mas, como dois dos autores de um recente relatório climático internacional, também vemos motivos para otimismo.

Os últimos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas - IPCC discutem as mudanças futuras, mas também descrevem como as soluções existentes podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa e ajudar as pessoas a se ajustarem aos impactos das mudanças climáticas que não podem ser evitados.

O problema é que essas soluções não estão sendo implementadas com rapidez suficiente. Além da resistência das indústrias, o medo da mudança das pessoas ajudou a manter o status quo.

Para retardar a mudança climática e se adaptar aos danos já ocorridos, o mundo terá que mudar a forma como cultiva alimentos, transporta pessoas e mercadorias, gera e usa energia, constroem edifícios. Isso começa com a adoção da inovação, da mudança, da criatividade, do saber.

Ao entender os prejuízos devido às mudanças climáticas, podem-se adotar soluções   

Da revolução industrial ao surgimento das mídias sociais, as sociedades passaram por mudanças fundamentais na forma como as pessoas vivem e entendem seu lugar no mundo.

Algumas transformações são amplamente consideradas ruins, incluindo muitas das relacionadas às mudanças climáticas. Por exemplo, cerca de metade dos ecossistemas de recifes de corais do mundo morreram devido ao aumento do calor e da acidez nos oceanos. Nações insulares como Kiribati e comunidades costeiras, inclusive na Louisiana e no Alasca, estão perdendo terras para a elevação do nível do mar.

Outras transformações tiveram efeitos bons e ruins. A revolução industrial elevou amplamente os padrões de vida de muitas pessoas, mas gerou desigualdade, ruptura social, sofrimentos e destruição ambiental.

As pessoas muitas vezes resistem à transformação porque o medo de perder o que têm é maior do que saber que podem ganhar algo melhor. Querer manter as coisas como estão – conhecido como viés do status quo – explica todos os tipos de decisões individuais, desde ficar com os políticos em exercício até não se inscrever em aposentadoria ou planos de saúde, mesmo quando as alternativas podem ser melhores.

Este efeito pode ser ainda mais pronunciado para mudanças maiores. No passado, adiar mudanças inevitáveis ​​levou a transformações des-necessariamente duras, como o colapso de algumas civilizações do século 13 no que hoje é o sudoeste dos Estados Unidos, por exemplo. À medida que mais pessoas experimentam os danos das mudanças climáticas em primeira mão, elas podem começar a perceber que a transformação é inevitável e adotar novas soluções ou novos hábitos no viver.

Uma mistura de bom e ruim

Os relatórios do IPCC deixam claro que o futuro inevitavelmente envolve mais e maiores transformações relacionados ao clima. A questão é qual será a mistura de bom e ruim nessas transformações.

Se os países permitirem que as emissões de gases de efeito estufa continuem em um ritmo alto e as comunidades se adaptem apenas gradualmente às mudanças climáticas resultantes, as transformações serão forçadas e principalmente ruins.

Por exemplo,  uma cidade ribeirinha pode aumentar seus diques à medida que as enchentes no período de chuvas pioram. Em algum momento, à medida que a escala das inundações aumenta, essa adaptação atinge seus limites. Os diques necessários para reter a água podem se tornar muito caros ou tão impactantes que prejudicam qualquer benefício de morar perto do rio. A comunidade pode definhar.

A comunidade ribeirinha também poderia adotar uma abordagem mais deliberada e antecipada para a transformação. Ele pode se deslocar para terrenos mais altos, transformar a margem do rio em um parque enquanto desenvolve moradias acessíveis para as pessoas que são deslocadas pelo projeto e colaborar com as comunidades a montante para expandir as paisagens que captam as águas das enchentes. Simultaneamente, a comunidade pode mudar para energia renovável e transporte eletrificado para ajudar a diminuir o aquecimento global, por exemplo.

O otimismo reside na ação deliberada

Os relatórios do IPCC incluem vários exemplos que podem ajudar a orientar essa transformação positiva.

Por exemplo, a energia renovável agora é geralmente mais barata do que os combustíveis fósseis, portanto, uma mudança para energia limpa geralmente pode economizar dinheiro. As comunidades também podem ser redesenhadas para sobreviver melhor aos perigos naturais por meio de medidas como a manutenção de quebras naturais de incêndios florestais e a construção de casas para serem menos suscetíveis a incêndios.

Os custos estão caindo para as principais formas de energia renovável e baterias de veículos elétricos. Segundo o Relatório de Avaliação do IPCC, o uso da terra e o projeto de infra-estrutura, como estradas e pontes, podem ser baseados em informações climáticas prospectivas. As divulgações de riscos climáticos corporativos podem ajudar o público a reconhecer os perigos nos produtos que compram e as empresas que apoiam como compradores. Nenhum grupo pode decretar essas mudanças sozinhos. Todos devem estar envolvidos, incluindo governos a nível municipal, estadual e federal, que podem impor e incentivar mudanças ou empresas que muitas vezes controlam as decisões sobre emissões de gases de efeito estufa e cidadãos que podem aumentar a pressão sobre o poder publico e as empresas.

A transformação da ação humana no planeta é inevitável

Os esforços de adaptação e mitigação das mudanças climáticas avançaram substancialmente nos últimos dez anos, mas não o suficiente para impedir as transformações já em curso nas mudanças climáticas.

Fazer mais para interromper o status quo com soluções comprovadas, pode ajudar a suavizar essas transformações nas mudanças climáticas e criar um futuro melhor para as sociedades e o planeta Terra.

Tradução e edição IHU: Henrique Cortez

Publicação no IHU Unissinos: 24-03-2023

 Fonte: https://ihu.unisinos.br/categorias/627275-a-mudanca-climatica-transformara-a-maneira-como-vivemos