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4.24.2014

Propaganda na TV e em rádio para criança é ilegal

Na sexta-feira (04/04/2014), o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) aprovou uma resolução que avança significativamente na luta contra a publicidade destinada a crianças. A resolução 163 do Conselho considera como abusiva toda e qualquer comunicação mercadológica voltada a meninos e meninas. Trata-se de uma reivindicação antiga das organizações e movimentos que defendem os direitos das crianças e um sistema de comunicações plural, democrático e que respeite os direitos humanos. Defensor desta ideia, o Intervozes convidou o Instituto Alana, principal entidade que atua no combate à publicidade infantil no país, a escrever sobre essa conquista em nosso blog.

Conanda: a sociedade civil em defesa da criança
Por Renato Godoy* - revista CapitalCapital

A resolução 163 do Conanda, publicada no Diário Oficial no último dia 4, considera como abusiva toda a comunicação mercadológica voltada à criança. O texto, diz que “a prática do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço” é abusiva e, portanto, ilegal segundo o Código de Defesa do Consumidor.

O Conselho, vinculado à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, é um órgão colegiado (com representantes do governo e da sociedade civil) de caráter deliberativo, que atua como instância máxima de formulação, deliberação e controle das políticas públicas para a infância e a adolescência na esfera federal.

A aprovação do texto, portanto, é uma vitória histórica da sociedade civil e um avanço significativo para a proteção integral da infância. Com a declaração da abusividade do direcionamento de publicidade às crianças, é posta em xeque uma prática mercadológica que coloca a criança no centro de uma estratégia de criação de desejos. Essa aposta do mercado exacerba a noção da criança como consumidora, com forte poder de influência nas compras realizadas pelos pais e responsáveis. Segundo pesquisa do Interscience (2003), as crianças participam do processo decisório de 80% das compras da casa.

No entanto, a ideia da criança como consumidora e promotora de vendas tende a confrontar importante conquista da sociedade brasileira: a noção da criança como um sujeito de direitos, previstos no artigo 227 da Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Desde sua fundação em 2006, o Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana defende o entendimento de que os diplomas jurídicos brasileiros já dão o embasamento suficiente para interpretar o direcionamento de qualquer comunicação mercadológica às crianças como abusiva. Entendemos que o direcionamento de comunicação mercadológica à criança é uma forma de tirar proveito de um indivíduo em desenvolvimento físico, social e psíquico que, portanto, ainda não atingiu a plenitude de seu senso crítico para compreender o caráter persuasivo da mensagem publicitária. A recente resolução do Conanda vai ao encontro desse entendimento.

O mercado publicitário, editorial e radiodifusor, no entanto, ignorou a resolução do órgão e continua incorrendo nesse direcionamento ilegal às crianças. Em uma nota assinada pelas nove maiores entidades do setor, as associações se colocam como defensoras do Estado Democrático de Direito, favoráveis à competência exclusiva do Legislativo para tratar de normas para a publicidade e tentam deslegitimar a atuação do Conselho Nacional.

Porém, a resolução do Conanda não contraria essa prerrogativa do Legislativo expressa na nota dos representantes do mercado. A 163 não cria uma nova lei sobre a prática de publicidade, mas normatiza, nos limites de sua atribuição, outras práticas abusivas também contempladas no artigo 37, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor – formulado e aprovado pelo Legislativo –, que considera ilegal a publicidade que se vale da deficiência de julgamento e experiência da criança. Portanto, a competência do legislador não está sendo ignorada ou desrespeitada, ao contrário, está sendo enfatizada pela resolução do Conselho.

* Renato Godoy é jornalista, sociólogo e pesquisador do Instituto Alana.
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/04/publicidade-para-crianca-nao-e-legal.html#more

4.22.2014

O pensamento livre estimula ser inteligente

Descubra cinco dicas para se tornar mais criativo Stock.xchng/Stock.xchng
Alterar a perspectiva e olhar o problema com o pensamento livre, criativo, fora dos padrões impositivos. Foto: Stock.xchng / Stock.xchng
O pensamento criativo é um diferencial importante em praticamente todas as atividades humanas. A criatividade é uma função que qualquer cérebro humano estimulado desenvolve, de tempos em tempos conseguem surpreender, inédita e praticada sobre determinada atividade.
Para o neurologista Leandro Teles, a solução criativa existe quando se consegue driblar os caminhos do raciocínio adestrado desde a infância, quando se escapa do óbvio, alcançando uma visão alternativa, diferente da média da população.
A criatividade resolve inúmeras alternativas do dia-a-dia e é interessante na vida pessoal, social e profissional.
— Pensar diferente, de forma não engessada, lançar uma nova solução sobre uma imposição antiga, é criatividade, pensamento livre. Estimular os outros enxergar aquilo que sempre esteve diante de cada um, criar atalhos mentais, surpreender as pessoas, estimulando a pergunta: como eu não pensei nisso antes? Para isso, é possível desenvolver um pensamento livre, criativo. Colocá-los em prática e, enfim, colher os frutos— explica o especialista.
O médico enumera e esclarece cinco passos fundamentais para quem quer ser mais criativo e ter o pensamento livre:
Direito ao erro
Quem quer ser criativo, se permitir o erro. A diferença da ideia genial da equivocada é, muitas vezes, um detalhe. O raciocínio lógico e de senso comum é menos fadado ao erro. O criativo e livre arrisca mais, inventa, testa, ousa… com isso se expõe a errar mais.
Mudar a visão do problema
Quem quiser ver o que ninguém viu, olha as coisas como ninguém ainda olhou. Mudar a visão do problema pode ser o primeiro passo! Dar um passo pra trás e olhar tudo de longe, apertar os olhos, desfocar. Estar na visão de outra pessoa, brincar de resolver situações em outros contextos. O cérebro irá traçar caminhos novos e pode surgir um conceito inédito a ser trabalhado.
Conhecer os caminhos já trilhados
Não é fácil fugir do lugar comum se não se conhece o lugar comum. Tentar ser criativa(o) sem determinar o que já foi dito, pensado e sentido sobre a situação é perder tempo. Conhecer as trilhas já abertas ajuda a evitá-las. Buscar criar atalhos, unir conceitos, condensar. Estudar o assunto, sob vários aspectos, pesquisar, observar, não menosprezar tudo que já foi feito sobre ele antes. Conhecimento e visão são modalidades fundamentais para as pessoas criativas.
Dar liberdade ao cérebro
O raciocínio criativo precisa do cérebro apto a alçar voos livres e complexos. O cérebro humano é fruto de genética, vivência e contexto, memória do inconsciente. A genética é imutável, cada um nasce com potencial criativo. Mas a vivência e o contexto estão sujeitos a serem melhorados! Alimentar de experiências novas, diferentes, inusitadas. Conheçer pessoas, culturas e artes em todas as suas formas. O ideal é ser uma esponja de soluções criativas. Sair de casa, do escritório, da empresa, mudar de roupa, afrouxar a gravata, meditar, correr na praia, aguardar uma resposta olhando uma lagoa em um dia ensolarado, entre outra opções interessantes. A resposta não tradicional surge, as vezes, em momentos inesperados. O repouso e o sono também são fontes criativas.
Entender  e reaprender a usar a intuição
Sexto sentido, o que tem de natureza nisso? Tudo. O que chamamos de intuição é um tipo peculiar de pensamento livre dissociado do falar. Surge um conceito pronto, criativo, livre . Não dá pra argumentar, explicar, traçar a linha que justifica isso. Aflora, surge geralmente de divagações do lado direito do cérebro (uma vez que a linguagem, falar fica geralmente no hemisfério esquerdo). Não menosprezar, nem dar ares de magia e misticismo. Pessoas criativas exercitam, valorizam e expressam suas intuições. Dar vazão, com bom senso, as sensações sem explicação científica ou sem lógica, mas na razão livre e criativa.
http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/noticia/2014/04/descubra-cinco-dicas-para-se-tornar-mais-criativo-4476554.html

4.18.2014

Ruralistas contratam jagunços para atirar em índios no Mato Grosso do Sul e Pará

Mateus Ramos - Adital - direitos humanos
Foto: SurvivalÍndios Guarani são atacados por pistoleiros em plena luz do dia
Uma gangue de pistoleiros vem aterrorizando uma comunidade guarani no Estado do Mato Grosso do Sul, desde que os índios retornaram à sua terra ancestral. A ação, que foi gravada por um dos índios, foi realizada pela gangue, que se acredita ter sido contratada pelo fazendeiro, que ocupa as terras roubadas dos na década de 1970. As florestas foram destruídas para a construção das fazendas.
Recentemente, os índios da tribo Pyelito Kuê conseguiram retomar uma pequena parte de suas terras ancestrais, forçando o fazendeiro que as tinha tomado e bloqueado suas casas a sair. Porém, desde então, pistoleiros estão ameaçando os indígenas, cercando-os, disparando armas de fogo e impedindo até a entrada de médicos na aldeia. No último ataque, gravado em vídeo, uma pessoa foi ferida e outros obrigados a fugir, conforme informações da organização Survival International.
 Veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=CqC_huJs_FY
Há pouco tempo, a polícia brasileira conseguiu fechar a empresa de segurança Gaspem, acusada de ter matado pelo menos dois líderes Guarani e atacado de forma violenta centenas de outros. Contudo, ainda existem outras empresas que prestam o mesmo tipo de serviço de ‘segurança’ para os fazendeiros, ação facilitada pelo apoio de uma forte bancada ruralista no Congresso Nacional brasileiro. Há, inclusive, alguns que encorajam a ‘defesa armada’, como pode ser visto nesse vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=cdHqg_A3oeo

Foto: Survival
Seguranças armados são contratados por ruralistas para grilar terras
"É chocante ver os riscos que os meus irmãos Guarani estão enfrentando todos os dias. Eles têm o direito de viver em suas terras em paz. Precisamos do apoio de todos para que possamos parar esses fazendeiros e para pressionar o governo a finalmente proteger as terras Guarani.”, declarou Nixiwaka Yawanawá, um índio Yawanawá do Brasil.
Sobre o vídeo da ação dos pistoleiros, o diretor da Survival International, Stephen Corry, afirmou que "é um breve vislumbre do que os Guarani têm que suportar mês após mês – assédio, intimidação e, às vezes, assassinato, apenas por tentar viverem em paz em pequenas pedaços da terra ancestral que foi roubada deles . É demais esperar que as autoridades brasileiras, tendo em conta os bilhões que estão gastando na Copa do Mundo, resolvam o problema de uma vez por todas, ao invés de deixar que essa miséria dos índios continue?”.
Demarcações de terras
Em todo o Brasil, milhares de índios estão protestando contra uma Proposta de Emenda Constitucional que daria ao Congresso brasileiro, que é fortemente influenciado pela bancada ruralista anti-indígena, mais influência na demarcação de terras indígenas. ONGs, incluindo organizações indígenas, divulgaram um parecer (disponível em: http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2012/08/24/advocacia-e-ilegalidade-anti-indio-2/ ), solicitando que o governo não altere o sistema de demarcação, mas que se concentre em demarcar e proteger terras indígenas, conforme previsto na Constituição.
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?boletim=1&lang=PT&cod=80260

A sociedade brasileira quer prender os adolescentes




Frei Betto - Adital - direitos humanos
Voltou à pauta do Congresso, por insistência do PSDB, a proposta de criminalizar menores de 18 anos via redução da maioridade penal.
De que adianta? Nossa legislação já responsabiliza toda pessoa acima de 12 anos por atos ilegais. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o menor infrator deve merecer medidas socioeducativas, como advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviço à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. A medida é aplicada segundo a gravidade da infração.

Punidos deveriam ser aqueles que utilizam menores na prática de crimes. E eles costumam ser hóspedes do estado municipal, estadual e federal que, cego, permite que dentro das cadeias as facções criminosas monitorem, por celulares, todo tipo de violência contra os cidadãos.
Que tal criminalizar o poder público por conivência com o crime organizado? Bem dizia o filósofo Carlito Maia: "O problema do menor é o maior” e pior ainda sendo um juiz, prefeito, procurador, governador, desembargador, deputado, senador ou presidente.
Portanto, não basta reduzir a maioridade penal e instalar UPPs em áreas consideradas violentas. O traficante não espera que seu filho seja bandido, e sim doutor. Por que, junto com a polícia pacificadora, não ingressam, nas áreas dominadas por bandidos, escolas, oficinas de música, teatro, literatura e praças de esportes?
Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, e não a causa. Ninguém nasce delinquente ou criminoso. Um jovem ingressa no crime devido à falta de escolaridade, de afeto familiar, e por pressão consumista que o convence de que só terá seu valor reconhecido socialmente se portar determinados produtos de grife.
No sistema socioeducativo, o índice de reincidência é de 20%, o que indica que 80% dos menores infratores são recuperados.
Segundo o PNAD, o adolescente que opta pelo ensino médio, aliado ao curso técnico, ganha em média 12,5% a mais do que aquele que fez o ensino médio comum. No entanto, ainda são raros cursos técnicos no Brasil.
Enfim, o menor infrator na maior parte é resultado do descaso do estado no executivo, legislativo e judiciário, que não garante a tantas crianças creches e educação de qualidade; áreas de esporte, arte e lazer; e a seus pais trabalho decente ou uma renda mínima para que possam subsistir com dignidade em caso de desemprego.
Pesquisas indicam que o primeiro gole de bebidas alcoólicas ocorre entre os 11 e os 13 anos. E que, nos últimos anos, o número de mortes de jovens cresceu 15 vezes mais do que o observado em outras faixas etárias. De 15 a 19 anos, a mortalidade aumentou 21,4%.
Hoje, os adolescentes entre 14 e 17 anos são responsáveis por consumir 6% das bebidas vendidas em todo o território nacional. A quem caberia fiscalizar? Ë óbvio que cabe as famílias e ao estado. Por que se permite que atletas e artistas de renome façam propaganda de cerveja na TV e na internet? A de cigarro está proibida, como se o tabaco fosse mais nocivo à saúde que o álcool. Alguém já viu um motorista matar um pedestre por dirigir sob o efeito do fumo?
Nos 54 países que reduziram a maioridade penal não se registrou redução da violência. A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima.
Nosso sistema prisional já não comporta mais presos. No Brasil, eles são, hoje, 500 mil, a quarta maior população carcerária do mundo. Perdemos apenas para os EUA (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).
O índice de reincidência em nossas prisões é de 70%. Não existe, no Brasil, política penitenciária, nem intenção do Estado de recuperar os detentos. Uma reforma prisional seria tão necessária e urgente quanto a reforma política. As delegacias funcionam como escola de ensino fundamental para o crime; os cadeiões, como ensino médio; as penitenciárias, como universidades.
O ingresso precoce de adolescentes em nosso sistema carcerário só faria aumentar o número de bandidos, pois tornaria muitos deles distantes de qualquer medida socioeducativa. Ficariam trancafiados como mortos-vivos, sujeitos à violência, inclusive sexual, das facções que reinam em nossas prisões.
[Frei Betto é escritor, autor de "Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco), entre outros livros.http://www.freibetto.org/>twitter:@freibetto.]
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?boletim=1&lang=PT&cod=80186

4.15.2014

Como iniciou a páscoa cristã

Israel, onde foi comemorada a primeira páscoa, estava sob o domínio do Egito. O império romano, que dominava vários países, inclusive o Egito, ordenou a morte de todos os primogênitos, indiferente da origem da pessoa que morava em Israel. Roma tinha vagas informações sobre o nascimento de um futuro poderoso rei em algum lugar do Egito. Os romanos não sabiam quem era Jesus, que naquele episódio era uma criança, somente sabiam que era primogênito de uma família egipcia.
Então para poder matar Jesus que seria o poderoso rei, se matou todos o primogênitos do Egito. 
Coincidentemente, por ordem das autoridades judias, quando ocorreu a morte dos primogênitos, deveria ser sacrificado um cordeiro e marcado com sangue todas as casas existentes em Israel, que naquele momento histórico, estava dentro do país Egito. Isto traria a proteção divina a cada família dos judeus, em Israel. Cada família tomaria um cordeiro macho, de um ano de idade, sem defeito e o sacrificaria. Famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Êx. 12.4).

 

Os israelitas deviam passar parte do sangue do cordeiro sacrificado nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando os romanos passaram por Israel para matar os primogênitos, eles não mataram os filhos primogênitos das casas que tinham o sangue colocado sobre elas.
Em Israel, além dos judeus, moravam habitantes de outros países, que não seguiam os costumes judaicos. Famílias não judaicas, que tinham filho primogênito, não colocaram sangue de cordeiro nas duas ombreiras e verga da porta. Desta forma, os romanos mataram os filhos primogênitos de todas as famílias que moravam no Egito, com exceção somente das famílias dos judeus.
Daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima”, ou “poupar”.


Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos. A ordem do sinal do sangue, era para ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, fazendo com que as pessoas entendessem o advento do “cordeiro de Deus,” ritual utilizado pelos judeus. Jesus Cristo, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (Jo. 1.29) por ter sido matado como entendiam os cristãos, significou o sacrifício semelhante ao cordeiro de Deus, que os judeus tinham o costume de realizar na páscoa.

De acordo com a bíblia, no livro de êxodo, capítulo 12, versículo 31, naquela mesma noite que os judeus marcaram as casas com o sangue do cordeiro, o Faraó egipsio permitiu que o povo judeu ou israelita partisse, encerrando assim, séculos de escravidão e inaugurando uma viagem que duraria quarenta anos, até Canaã a terra prometida.

A partir daquele momento da história, os judeus celebrariam a Páscoa toda primavera, obedecendo as instruções das autoridades judias, que a partir daquela celebração seria “estatuto perpétuo” (Êx. 12.14). Era, porém, um sacrifício comemorativo, exceto o sacrifício inicial, quando Israel estava sob o domínio do Egito, tendo sido naquele ano um sacrifício educativo.
Libertação
Lembremos não somente nesta data, mas em todos os dias, o verdadeiro significado da páscoa. Assim como os judeus foram  libertos da escravidão no Egito, muitos católicos acreditam que a libertação da escravidão do pecado é Jesus Cristo quem dá, erro bastante comum na leitura da bíblia, os cristãos sabem que a libertação pessoal depende de cada um.
Cada pessoa conquista a sua libertação, independente se ou outro permite ou não ser livre. A vida que cada um recebe, possibilita a conquista da liberdade pelas atitudes ou ações. A forma de viver também pode conduzir a uma auto-escravidão.
A escolha depende de cada um.
Cristo, pelas suas escolhas, atitudes e ações conquistou a plena liberdade, conforme a citação da bíblia que diz: vida esta conquistada com sangue “porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.” (I Co 5.7).
Jesus Cristo é um dos maiores exemplos de como conquistar a libertação pessoal.
Fonte: http://cpad.com.br/institucional/integra.php?s=5&i=90

4.13.2014

São Paulo: estado dos jeitinhos políticos


Como explicar as seguidas vitórias de candidatos do PSDB nas últimas cinco eleições para o governo do Estado de São Paulo, entre 1994 e 2010?


Marcel Gomes-carta capital - política Arquivo

Como explicar as seguidas vitórias de candidatos do PSDB nas últimas cinco eleições para o governo do Estado de São Paulo, entre 1994 e 2010? Quais as razões de fundo que levaram a essa inédita hegemonia político-partidária, não alcançada por nenhum outro partido em pleitos estaduais na história democrática brasileira recente? O que esperar da disputa em 2014?

Essas são algumas das questões levantadas pelo pesquisador Danilo Cesar Fiore, cujo trabalho de investigação foi apresentado no IV Seminário Discente da Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), realizado ao longo desta semana.

Com a série histórica dos resultados das votações eleitorais em mãos, Fiore foi capaz de refletir sobre algumas hipóteses que explicariam a força tucana no Estado. A primeira delas passa pela paulatina decadência de siglas que protagonizaram as disputas da década de 80 e início da de 90: o PMDB (ex-MDB) e o PDS/PP (ex-Arena).

Na avaliação do pesquisador, baseada em literatura especializada na questão, isso teria ocorrido não apenas pela dissidência do PMDB que criaria o PSDB, enfraquecendo o partido original a partir de 1988. Aliado a esse fato, a liderança que permaneceu – Orestes Quércia – teria direcionado a sigla a um caminho de oligarquização e insulamento de lideranças, que dificultou a renovação de quadros. História semelhante teria ocorrido com o PDS/PP, dominado por Paulo Maluf.

“Em todos os pleitos até 2002 houve segundo turno [em São Paulo], e a votação somada dos dois primeiros colocados chegou, no máximo, a 70% do total de votos válidos. Não causa surpresa, assim, que nos dois últimos pleitos, quando a votação somada de ambos os candidatos atingiu quase 90% do total de votos, não tenha havido a segunda rodada eleitoral”, explica o pesquisador da USP. “A hipótese, portanto, é de que o PSDB teria absorvido o “espólio” destes partidos decadentes”.

Absorver o espólio significa, entre outros aspectos, receber apoio de eleitores identificados com o campo da centro-direita, e que ficaram “órfãos” com a decadência de PMDB e PDS/PP. Com propostas que respondem ao campo conservador, como por exemplo em relação à segurança pública, obtiveram apoio daqueles que antes optavam pelo malufismo.

Um outro aspecto que explicaria a força peessedebista no Estado teria fundo sociopolítico. Para Fiore,  São Paulo “possui características específicas em relação ao resto do Brasil, como por exemplo o menor número de eleitores de estratos mais pobres e nível de desenvolvimento econômico mais elevado – ressalvadas regiões de carência significativa, como o Pontal do Paranapanema, o Sudoeste Paulista, o Vale do Ribeira e as franjas periféricas das grandes metrópoles”.

Com isso, a defesa dos interesses dessa parcela mais abastada da população brasileira, representada mais pelo ideal da “estabilidade econômica tucana” do que pelo projeto de “combate à pobreza do PT”, teria mais repercussão entre os eleitores paulistas.

“É curioso notar como o cenário estadual se configura na chave inversa do nível nacional em termos partidários, com PT e PSDB buscando resguardar seus respectivos territórios e, paralelamente, alcançar a tão aguardada vitória no campo adversário”, avalia o pesquisador.

Os tucanos, assim, para “resguardar seu território”, optaram por escalar caciques nacionais para enfrentar as disputas: Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra se revezaram nas eleições. Os três também foram candidatos à presidência da República, o que, na visão de Fiore e da bibliografia especializada, faz parte de uma “estratégia coerente de ocupação de campo político-eleitoral”.

Em que pese todos esses elementos estarem presentes neste pleito de 2014 – Alckmin disputará a reeleição –, o pesquisador avalia que é possível haver surpresas. E por quê? Em primeiro lugar, ele destaca a queda relativa de votos do PSDB nas eleições de 2010 em relação a 2006, bem como o crescimento constante do percentual de votos no PT em todo o Estado. Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, será o candidato petista.

Em segundo lugar, o PT parece ter voltado sua atenção – e recursos – para as eleições estaduais, após um longo período priorizando o pleito presidencial. É o caso não só de São Paulo, mas também do Rio de Janeiro, onde o senador Lindbergh Farias tentará se eleger.

Por fim, uma última razão seria a presença de outros candidatos competitivos. Após anos, o PMDB finalmente apresenta um nome forte – Paulo Skaf, ao menos segundo as últimas pesquisas –, assim como campo conservador deve ter um representante de peso – Gilberto Kassab, do PSD, ex-prefeito de São Paulo.

Comentário
 
Lais Borges - 12/04/2014
Acho que o povo de São Paulo ainda não está farto o suficiente do "modelão" PSDB, Alstom - Siemens , Privataria.... O lema aqui é " nóis capota mais num breca"..... trem que quebra todo dia, combate feroz às faixas exclusivas de ônibus, gente que tem 5 carros só para driblar o rodízio, gente que paga 50,00 um prato de macarrão mal feito (e nem pisca).... essa gente tem exatamente o que merece... Geraldinho, Serra, Kassab, Maluf, Skaf, máfias de fiscais . O PT não deveria querer pegar esse trem ( sem trocadilhos, nem referências) que está quase descarrilhando... Será uma burrice histórica - mas disso o PT entende bem - entrar só pra ser o culpado de "tudoissoqueestáaí".... porque é o que vai acontecer SE o PT ganhar essa eleição....Imediatamente 20 anos de desgoverno serão esquecidos e se cobrarão soluções IMEDIATAS..... ao PT. Acho que chega de ser tão burro. O povo, ora o povo , como diria o Tio Rey - esse não apita nada, e acredita em tudo que o Datena diz....


http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/PSDB-governa-Sao-Paulo-ha-20-anos-Chegou-a-hora-da-derrota-/4/30717

4.10.2014

Mulher: a mídia transformou-a em fetiche, objeto e mercadoria

POR CHARLES HENRIQUE VOOS

Até o futebol americano feminino tem que ser "sexy"
A pesquisa recente do IPEA sobre o estupro e comportamento feminino, e a notícia de que ocorrem, em Joinville, quatro estupros por mes, chamam atenção.
A questão de gênero em nosso meio necessita ser debatida, visando um equilíbrio que hoje não existe entre mulheres e homens.
 
Esse assunto nunca cessa, pois o cenário é perturbador. Depois do erro na pesquisa, ficou mais claro como  a mídia trata a mulher, e o comportamento da sociedade.
Nas estradas, em viagens, se verifica outdoors espalhados pelas margens.. A quantidade de mulheres seminuas, expostas em poses dignas dos melhores programas pornográficos da TV, chega até a ser constrangedor. O mesmo ocorre nos comerciais de automóveis ou nos famosos programas de auditório, mulheres exibindo seus corpos, produzindo nos telespectadores em geral, homens, mulheres, jovens, adolescentes e crianças, uma imagem fetichizada sobre o que é o corpo feminino. É como se a mulher fosse um reduto de satisfação e prazer a qualquer momento para uns, e modelo de perfeição impossível para outros, como apresentado por manequins nas capas das revistas.



Não é à toa que estupros sejam cada vez mais denunciados.
Muitos(as) culpam a mulher estuprada por “mostrar demais”. As relações de gênero acabam ficando iguais às de consumo, onde prevalece aquele que tem o poder de consumir os melhores objetos, e os mais apetitosos para seus fetiches. Se a mulher “mostra demais”, e é um “bom produto” que atende “o fetiche perfeito”, a culpa é dela que fez a “propaganda”, como nas centenas de outdoors, canais de TV, grandes jornais e revistas, internet, facebook entre outros meios de comunicação.



Em consequência disto, a mulher vira um objeto, no inconsciente masculino e feminino.
Manipulável pela mídia, pela indústria do consumo e também pelas entrelinhas das relações de gênero. Mesmo que o IPEA relate o erro na pesquisa, ainda é assustador saber que 26% dos entrevistados(as) culpam as mulheres pelo estupro. Este pensamento não é dirigido somente às pessoas de maneira geral, mas também quem nos faz pensar assim.
O corpo da mulher é dela, e não deve se submeter à manipulação de nada e nem de ninguém.

O fetiche que virou objeto é uma "mercadoria'', porque está impregnada na cabeça das pessoas. As grifes que se utilizam deste artifício usam e abusam do fetiche, demonstrado pelo pensador Karl Marx sobre o fetiche da mercadoria ainda no século XIX, colocando a mulher como um objeto de consumo, não somente o produto, mas também a idéia de conquista da mulher perfeita, fechando, desta maneira, o ciclo.

http://www.chuvaacida.info/2014/04/fetiche-objeto-e-mercadoria.html